O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) deferiu, na noite de segunda-feira (31/8), o registro de candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo do estado. Na chapa, o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão concorre à vice.
A decisão encerra um imbróglio que se arrastava desde as convenções partidárias: representantes da oposição haviam apontado supostas irregularidades formais nas atas do Republicanos e chegaram a apostar no indeferimento da candidatura. O partido chegou a registrar uma chapa própria sem o nome de Cleitinho em um momento anterior da disputa interna.
A decisão consolida a pré-campanha e confirma a plena regularidade da chapa composta por Cleitinho e Falcão para a disputa eleitoral.
A citação é dos advogados de defesa Raimundo Cândido Neto e Fernando Henrique Costa de Oliveira, que representaram a candidatura no TRE-MG.
Como Cleitinho chega nas pesquisas
Com o registro resolvido, Cleitinho segue na liderança da corrida ao Palácio Tiradentes. A pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto (1.506 entrevistados, 21 a 24/8, margem de erro de 3 pontos percentuais, registro MG-04060/2026 na Justiça Eleitoral) aponta 29% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 11% de Patrus Ananias (PT) e 10% de Alexandre Kalil (PDT).
Mateus Simões (PSD) aparece com 7%, Gabriel Azevedo (MDB) com 5% e Flávio Roscoe (PL) com 3%. Apesar de líder folgado, Cleitinho perdeu 6 pontos em quatro semanas - a Quaest de 28 de julho o media em 35%, justamente o período em que a candidatura ficou sob questionamento na Justiça Eleitoral.
O que acontece agora
Com o registro deferido, a campanha de Cleitinho e Falcão segue liberada para toda a agenda eleitoral até outubro. Os seis candidatos ao governo de MG se enfrentam em debate promovido pela TV Sim Brasil e pela TMC nesta noite, o primeiro teste público desde o fim da pendência no TRE-MG.
A corte eleitoral mineira segue movimentada: mais cedo nesta mesma semana, determinou que Simões tirasse do ar um vídeo gravado em hospital. A decisão sobre a chapa de Cleitinho ainda pode ser contestada em recurso ao TSE pelos partidos que levantaram o questionamento inicial.


























