O restaurante Dom Inácio, em Capão da Canoa (RS), não vai reabrir seis meses após um monomotor cair sobre o local, em 3 de abril, matando as 4 pessoas que estavam a bordo da aeronave, segundo o proprietário do estabelecimento.

As vítimas foram o casal de empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, o sócio da empresa de aviação Renan Saes e o piloto Nelio Pessanha. O restaurante passava por reforma e estava vazio no momento, por isso ninguém em solo ficou ferido.

Recebemos uma nova chance de Deus. Não ter ninguém no local naquele momento foi realmente uma providência divina.

A fala é de Douglas Roos, proprietário do Dom Inácio.

Segundo Roos, o seguro do restaurante não foi pago, e a família entrou na Justiça contra a seguradora. "Além disso, tudo foi muito traumático para nós", disse o proprietário.

A Peluzzi Aviation, dona da aeronave, indenizou os prejuízos materiais do restaurante, segundo Roos. A empresa foi procurada pelo G1 e não respondeu até a publicação da reportagem.

A investigação sobre as causas do acidente segue sem conclusão. Em reporte preliminar, o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) classificou o caso como perda de controle em voo.

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O órgão diz que as informações podem mudar até o relatório final. Outro acidente de pequeno porte neste ano, o avião que caiu no pátio do metrô de BH, também segue sob apuração do Cenipa.

Acidentes com aeronaves de pequeno porte não são raros no Brasil. Só em Minas Gerais, foram 140 acidentes aéreos e 71 mortes nos últimos dez anos, segundo o Cenipa.

O que acontece agora

Desde o acidente, os familiares seguiram caminhos diferentes. Roos está trabalhando como advogado, enquanto outros parentes estão empregados em funções distintas.