O Paraná elegeu neste domingo (4/10) o deputado federal Filipe Barros (PL) e o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) para as duas vagas do Senado. Horas antes, o TSE revogara a suspensão do registro de Dallagnol, mantendo os votos dele na apuração.
Segundo o Poder360, às 19h22 deste domingo, com 92,17% das urnas apuradas, Filipe Barros tinha 27,35% dos votos válidos. Deltan Dallagnol ficava com 25,24%. Completam a disputa Alexandre Curi (Republicanos), com 16,75%, e Gleisi Hoffmann (PT), com 13,29%.
Os dois eleitos vão ocupar, a partir de fevereiro de 2027, as cadeiras hoje exercidas por Flávio Arns (PSB) e Oriovisto Guimarães (PSDB).
Ao todo, serão renovadas 54 das 81 cadeiras do Senado.
A eleição de Dallagnol só se confirmou depois de uma reviravolta no TSE às vésperas da votação. Na noite de sábado (3/10), o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu o registro do candidato e mandou anular os votos dele.
Para Floriano, a inelegibilidade de oito anos imposta a Dallagnol em 2023 também valia para a disputa de 2026, entendimento que fundamentou o veto à candidatura.
Na manhã deste domingo, o presidente do TSE, Nunes Marques, suspendeu essa decisão. O registro voltou à condição de "deferido com recurso", e os votos de Dallagnol entraram na apuração normalmente.
A disputa judicial já durava semanas: desde 19 de setembro, quando Floriano de Azevedo Marques suspendeu os atos de campanha do ex-procurador até o julgamento do recurso, decisão mantida pelo plenário do TSE por 5 votos a 2.
Na prática, Dallagnol chegou à votação deste domingo sem poder pedir votos, participar de debates ou aparecer no horário eleitoral havia duas semanas. Mesmo assim, manteve o nome na urna.
Dallagnol classificou a suspensão de sua campanha como "a maior violência eleitoral da história do Brasil" e disse que a medida favorecia a eleição da adversária petista, segundo o Poder360.
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Gleisi Hoffmann ocupou o Senado pelo Paraná entre 2011 e 2018 e já presidiu o PT nacionalmente. Nesta eleição, ficou fora das duas vagas estaduais.
Deltan Dallagnol, 46 anos, é formado em direito e mestre pela Harvard Law School. Foi procurador da República entre 2003 e 2021 e coordenou a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba a partir de 2014.
Segundo o Ministério Público Federal, a força-tarefa apresentou 217 acusações criminais contra 543 pessoas, das quais ao menos 166 foram condenadas. Dallagnol foi deputado federal eleito em 2022, mas perdeu o mandato em 2023 após o TSE indeferir o registro daquela candidatura.
Filipe Barros, 35 anos, é natural de Londrina e formado em Direito. Foi vereador da cidade entre 2017 e 2019 antes de se eleger deputado federal em 2018, com reeleição em 2022.
Os dois integraram a chapa encabeçada por Sergio Moro (PL) ao governo do Paraná, hoje senador pelo estado até 2031.
O que acontece agora
O mandato de Barros e Dallagnol começa em fevereiro de 2027. A validade da candidatura de Dallagnol, porém, segue em aberto: a decisão de domingo apenas restabeleceu o registro como "deferido com recurso".
O mérito do recurso ainda será julgado pelo plenário do TSE. Até lá, o resultado nas urnas permanece provisório para a vaga dele.
































