A Polícia Militar encontrou uma fábrica clandestina de cosméticos e produtos emagrecedores em um apartamento no centro de Uberaba (MG) na sexta-feira (23). Cinco pessoas foram presas suspeitas de integrar o esquema, que já tinha 159 encomendas prontas para envio.

A fábrica funcionava no 8º andar de um prédio residencial. No local, os policiais encontraram uma estrutura montada para fracionamento, envase, rotulagem, embalagem e distribuição dos produtos.

A Vigilância Sanitária Municipal foi acionada pela PM para avaliar as condições do imóvel. Os fiscais encontraram mais de 1,5 mil itens entre cosméticos, suplementos alimentares, embalagens e materiais de produção.

Como a denúncia começou

O esquema veio à tona depois que uma empresária de 39 anos foi procurada pelo gerente de uma agência dos Correios sobre uma grande quantidade de remessas de produtos emagrecedores feitas em nome da empresa dela, sem autorização.

As encomendas não eram reconhecidas pela empresária e estavam sendo coletadas em um endereço que ela não conhecia. A partir da denúncia, os policiais chegaram ao apartamento na avenida Doutor Fidélis Reis, na região central da cidade.

Durante a vistoria, um homem foi flagrado entregando mercadorias a um entregador. Questionado, disse trabalhar em uma empresa responsável pelo acondicionamento e envio de produtos.

As condições do local

A fiscalização encontrou frascos vazios e recipientes de grande capacidade com indícios de uso no envase de substâncias líquidas, além de sujidades e pelos de animais domésticos no espaço usado para fabricar produtos de consumo.

Publicidade

Segundo a Vigilância Sanitária, o apartamento não tinha condições sanitárias compatíveis com as boas práticas de fabricação exigidas pela legislação, o que representava risco à saúde dos consumidores que comprariam os produtos.

O caso tem semelhança com outras apreensões recentes de produtos ligados a emagrecimento: em setembro, a Anvisa proibiu a caneta emagrecedora T36, versão paraguaia clandestina do Mounjaro. Em outubro, a agência também proibiu um gel íntimo falsificado e mais seis produtos.

O que acontece agora

O material apreendido foi lacrado sob documento administrativo e encaminhado à Polícia Civil, que deve investigar a origem dos produtos e a cadeia de distribuição do esquema. As cinco pessoas presas respondem pela estrutura encontrada no apartamento.