O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em entrevista à TV Record nesta terça-feira (15), que lança na próxima sexta-feira (18), no Rio de Janeiro, um plano para retomar territórios controlados por facções criminosas. A ação será feita em parceria com o governo do estado e a prefeitura da capital.
Segundo Lula, o objetivo é começar a livrar a população do controle das facções. As medidas citadas por ele incluem dobrar o efetivo da Polícia Federal, ampliar o investimento em inteligência e expandir a Polícia Rodoviária Federal, para conter o tráfico de armas e drogas.
Lula chamou as facções de "terroristas para a população" e cobrou a aprovação da PEC da Segurança, que cria o Ministério da Segurança Pública e define o papel de cada esfera de governo na área.
O plano estreia antes de a própria base legal que Lula diz precisar estar pronta. A PEC segue travada no Senado, sem data para votação em plenário.
Onde está a PEC da Segurança
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o texto-base da proposta em 2 de setembro, sob relatoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE). O próprio relator admite que a votação em plenário só deve ocorrer entre o 1º e o 2º turno da eleição.
A disputa em torno do tema também é eleitoral. Um mês antes do 1º turno, os planos de segurança de Lula e do adversário Flávio Bolsonaro já divergiam no essencial.
O que acontece agora
Não é a primeira vez que Lula usa o Rio como palco eleitoral de segurança. Em agosto, ele e Flávio Bolsonaro fizeram atos rivais na cidade, com planos opostos para a área, e o tema segue como um dos pontos centrais da campanha até outubro.


























