O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), declarou apoio nesta terça-feira (15) à candidatura de Aécio Neves (PSDB) ao Senado por Minas Gerais, no comitê do ex-governador. É a primeira vez que Damião rompe a neutralidade eleitoral que dizia manter na disputa.

"Vou apoiar o Aécio ao Senado porque ele vai me dar justamente o que vocês querem de mim, justamente o que o povo de Belo Horizonte quer de mim: melhorar a vida das pessoas", disse Damião.

Ele também quer que o novo senador amplie a articulação da prefeitura em Brasília. Segundo Damião, "é ele quem vai nos ajudar a chegar no presidente".

Aécio Neves anunciou a candidatura em 28 de agosto, revertendo decisão anterior de não concorrer. O ex-governador integra a chapa de Alexandre Kalil (PDT) ao governo de Minas, depois da desistência dos pré-candidatos Marcelo Heringer e Gustavo Galassi.

Segundo Aécio, a candidatura nasce da crise fiscal do estado. Ele diz que Minas está "sufocada" pela dívida estadual e que aceitou concorrer depois de ser procurado por apoiadores.

O apoio de Damião tira Aécio da fila de nomes discretos e o recoloca no centro da disputa pela 2ª vaga ao Senado, hoje ocupada nas pesquisas por Marília Campos.

A candidata Áurea Carolina (PSOL) reagiu ao chamado voto "Marécio", união dos nomes de Marília Campos e Aécio, mobilizando aliados nas redes sociais para reverter o apoio à candidata do PT.

O tabuleiro do Senado em Minas

Minas Gerais tem 17 candidatos disputando duas vagas ao Senado neste ano, num campo de alianças que mudam de lado. A entrada de Aécio na chapa de Kalil reorganiza uma corrida que já teve empate técnico entre os principais nomes pela 2ª vaga.

O que acontece agora

Nesta quarta-feira (16), o governador Mateus Simões é sabatinado na disputa ao governo de MG, sem a presença de Cleitinho. A eleição em Minas Gerais ocorre em turno único, em 4 de outubro, e também vai definir os dois senadores do estado.