Um prédio de 12 andares em construção desabou sobre uma casa na madrugada deste sábado (12) na Penha, zona leste de São Paulo, e matou duas mulheres, uma delas grávida. A obra estava embargada pela prefeitura. Bombeiros resgataram com vida uma criança e um adulto que também ficaram soterrados no local.

O Corpo de Bombeiros chegou a informar cinco mortos horas depois do desabamento e retificou o número para dois por volta das 9h32, horário de Brasília. A corporação afirmou que aguarda a finalização da ocorrência para dados mais precisos.

A operação somava 21 viaturas e 60 socorristas nas primeiras horas, número revisado para 16 viaturas e 42 bombeiros às 9h32. A queda atingiu a casa de uma família boliviana de 11 pessoas, oito adultos e três crianças, segundo os parentes.

Parte do grupo seguia soterrada horas depois do acidente, entre elas a mulher e uma das filhas do morador Herbert Chino.

Uma criança da família foi retirada com vida dos escombros.

Alguém tem que responder por isso.

A frase é de Chino, pai de parte da família atingida, em depoimento à imprensa no local. Ele afirmou ter visto operários no canteiro na semana anterior ao desabamento, mesmo com o embargo em vigor. A obra proibida de funcionar seguia com gente trabalhando nela.

Chovia no momento do desabamento, mas a Defesa Civil disse que ainda não é possível relacionar o colapso à chuva. Segundo o capitão Maxwell Souza, da corporação estadual, a causa da queda segue em apuração.

Não é a primeira vez em São Paulo neste mês

Em 15 de agosto, outro prédio desabou sob chuva forte em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e deixou cinco feridos. A prefeitura da cidade interditou três imóveis vizinhos por precaução, e a causa daquele colapso segue sem explicação pública.

Casos de obra irregular ligada a colapso fatal não são exclusividade da capital paulista. Em agosto, o Crea-ES concluiu que uma escavação irregular causou o desabamento que matou quatro pessoas em Cariacica (ES), no Espírito Santo.

O que acontece agora

A reportagem do Metrópoles procurou a prefeitura de São Paulo sobre a fiscalização do imóvel embargado e não obteve resposta até a publicação. As buscas por eventuais outras vítimas seguiam no início da tarde deste sábado, segundo o Corpo de Bombeiros.