A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (16) a Operação Força Integrada IV contra o crime organizado, com 173 mandados de busca e apreensão e ordens de prisão contra pelo menos 106 suspeitos em 19 estados. A ação bloqueou R$ 508 milhões em imóveis, veículos e ativos financeiros ligados a facções criminosas.

De acordo com a corporação, que coordena a operação, participam também as polícias civis, militares e penais dos estados, guardas municipais, a Polícia Rodoviária Federal e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

A força-tarefa também cumpriu medidas cautelares patrimoniais e investigativas contra os alvos, além dos mandados de prisão e de busca e apreensão, segundo a corporação. O alvo são organizações ligadas ao tráfico de drogas, ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro.

O Ministério Público já havia denunciado, no início de setembro, dois suspeitos por lavagem de dinheiro do crime organizado por meio de usinas de açúcar, um dos métodos que a nova operação também mira.

É a quarta edição da Força Integrada neste ano. A série começou em março com 15 estados, passou para 16 em maio e em julho, e chegou a 19 estados nesta quarta-feira, o maior alcance desde a criação da operação.

Como a série avançou em 2026

A primeira edição, em março, prendeu 112 suspeitos e bloqueou valores que variaram de R$ 5 milhões em Pernambuco a R$ 297 milhões no Maranhão. A terceira etapa, em julho, somou 274 mandados judiciais em 16 estados, sem valor total divulgado.

Somando as duas frentes desta quarta, a operação soma 279 ordens judiciais, patamar semelhante aos 274 mandados da edição de julho, mas distribuído em três estados a mais.

Entre os alvos da primeira edição estava o Comando Vermelho, que também motivou o reforço policial em agosto no Complexo de Israel, no Rio, para impedir o avanço da facção. O Primeiro Comando da Capital (PCC), no Paraná, também foi alvo daquela etapa.

O combate às lideranças também passou pelo sistema prisional. Em agosto, o líder do Cartel do Sul foi encontrado morto dentro de um presídio federal, episódio que reacendeu o debate sobre a segurança das unidades de máxima segurança que hoje concentram chefes de facção.

Os R$ 508 milhões bloqueados nesta quarta superam o triplo do maior valor já divulgado antes, os R$ 297 milhões do Maranhão em março. A Polícia Federal define o objetivo da etapa como a descapitalização e o enfraquecimento das estruturas financeiras do crime organizado.