Uma filiação irregular ao partido Missão, registrada às 23h17 de quarta-feira (12) no sistema do TSE, impediu o senador Flávio Bolsonaro de registrar candidatura à Presidência pelo PL até esta quinta-feira (13). O TSE nega hackeamento e diz que houve registro de filiação por um representante do Missão.
Segundo a certidão emitida pelo TSE nesta quinta, Flávio consta com filiação regular ao Missão desde quarta, com desfiliação do PL registrada na mesma data. A mudança apagou os dados de candidatura que já haviam sido preenchidos no sistema.
A equipe jurídica do senador afirma que a prioridade agora é restaurar a filiação ao PL a tempo do registro. Em nota reproduzida pelo ND+, um integrante da campanha disse: "Não sabemos como isso aconteceu: se foi hackeamento do TSE, se hackearam o Missão...".
A campanha já contatou o TSE para restabelecer a filiação e pretende acionar a Polícia Federal para apurar a origem da mudança.
O que diz o Missão
Procurado, o Missão negou ataque hacker. De acordo com o TSE, não houve invasão de sistema, e sim o registro de filiação feito por um representante do próprio partido.
Renan Santos, presidente nacional do Missão e também pré-candidato à Presidência, disse à CNN Brasil que vai abrir apuração interna sobre o episódio. "A última coisa que queremos é o Flávio Bolsonaro filiado ao Missão", declarou.
As convenções partidárias terminaram em 5 de agosto, o que dificulta uma candidatura de Flávio por outra legenda dentro do prazo. Isso deixa a resolução da pendência com o PL como o caminho mais rápido para a campanha.
O que acontece se o prazo passar
O prazo para o registro de candidaturas à eleição de 2026 termina neste sábado (15), às 19h, segundo a Justiça Eleitoral.
Pela regra geral do TSE, quando um partido não pede o registro do candidato escolhido em convenção dentro do prazo, ele ainda pode fazer o pedido individualmente, em até 48 horas após a publicação da lista oficial de candidaturas.
É a segunda vez nesta semana que o registro de Flávio Bolsonaro vira notícia por um problema formal: dias antes, ele já havia precisado divulgar diplomas depois que a UFRJ negou que o senador tenha cursado pós-graduação na instituição, informação que constava do currículo apresentado à Justiça Eleitoral.














