O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa nesta quinta-feira (13) uma maratona de gravações com candidatos aliados às eleições de 2026. As sessões acontecem num estúdio montado no Lago Sul, região nobre de Brasília, e devem seguir até sexta-feira (14).

Ao todo, ao menos 50 candidatos ao Senado e a governos estaduais passam pelo estúdio para gravar vídeos e fotos ao lado de Lula, material que vai abastecer as campanhas regionais.

A ordem de prioridade começa pelos candidatos a governador, como Patrus Ananias, do PT, que disputa o governo de Minas Gerais. Depois entram os candidatos ao Senado e, por último, os postulantes a deputado federal, estadual e distrital.

Por que o Senado é prioridade na agenda

Os candidatos ao Senado receberam atenção especial na organização da agenda. O motivo é a renovação de dois terços da Casa nesta eleição, combinada com a força que a oposição já demonstra ter no páleo eleitoral.

Para tentar evitar que o Senado fique com maioria oposicionista, a campanha de Lula reservou parte do dia a nomes ligados ao próprio governo.

Os candidatos foram orientados a preparar falas objetivas, para caber todos na agenda apertada dos dois dias de gravação.

A campanha já tem pelo menos 10 programas de televisão prontos para veicular no horário eleitoral, além de reforçar a produção de depoimentos de eleitores de diferentes regiões do país, na série "Fala, povo".

O chapéu que virou parte da campanha

Um detalhe da imagem de Lula chama atenção nas gravações desta semana. É o uso do chapéu, no mesmo modelo da foto oficial dele registrada no TSE para o material de campanha.

A orientação para o acessório é médica. Lula já tratou um carcinoma basocelular no couro cabeludo, e o chapéu ajuda a reduzir o suor e a exposição direta ao sol durante a agenda de rua.

Do outro lado da disputa, o rival Flávio Bolsonaro (PL) fez gravações semelhantes em Brasília nos dois dias anteriores, também priorizando candidatos ao Senado.

Depois da maratona de gravações, Lula segue para São Paulo, onde lança oficialmente a campanha à reeleição no domingo (16), no Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo. A expectativa da organização é reunir 30 mil pessoas no ato.

O que está em disputa no Senado

A renovação de dois terços da Casa nesta eleição amplia o peso do resultado de outubro. Mais da metade das cadeiras muda de mão de uma só vez.

O tamanho da bancada que sair das urnas vai pesar diretamente sobre quem for eleito presidente, seja qual for o resultado da disputa. É esse cálculo que explica por que campanhas de diferentes lados priorizam o Senado nesta reta inicial.