Lula (PT) declarou R$ 4,77 milhões em bens ao registrar candidatura à reeleição no TSE, na sexta-feira (7). É uma queda de 35% frente aos R$ 7,42 milhões declarados em 2022. Romeu Zema (Novo), que também disputa a Presidência, declarou R$ 178,7 milhões, quase 37 vezes o patrimônio do petista.

A declaração de bens é parte obrigatória do pedido de registro de candidatura na Justiça Eleitoral.

Lula e o vice Geraldo Alckmin (PSB) tiveram a candidatura registrada pelo PT às 23h21 de sexta-feira, dias depois da convenção que oficializou a chapa, em 2 de agosto, na Expo Center Norte, em São Paulo.

Zema registrou a candidatura no TSE na quinta-feira (6), ao lado do vice Eduardo Girão, senador pelo Novo.

A queda no patrimônio de Lula está concentrada nos planos de previdência privada VGBL, que somavam R$ 5,5 milhões em 2022 e caíram para R$ 3,3 milhões, quase 70% do total declarado agora.

O presidente também listou, na declaração ao TSE, uma casa em construção (R$ 246.918), um terreno (R$ 265 mil), metade de um apartamento (R$ 94.571) e um Chevrolet (R$ 50 mil), todos em São Bernardo do Campo (SP).

O patrimônio de Zema é o maior entre os principais candidatos à Presidência. Segundo levantamento do Poder360, ele declarou R$ 178,7 milhões, alta de R$ 49,1 milhões frente aos R$ 129,7 milhões declarados quatro anos atrás, quando concorria à reeleição no governo de Minas Gerais.

A maior parte do patrimônio de Zema está em uma holding familiar avaliada em R$ 94 milhões. Ele também declarou R$ 56,2 milhões em fundos de investimento e R$ 16,8 milhões em participação numa instituição financeira.

O candidato soma ainda R$ 4,3 milhões em renda fixa e uma casa de R$ 704,8 mil. Na conta corrente, afirmou ter R$ 14,86.

Um terceiro nome no páreo, Renan Santos (Missão), declarou R$ 795 mil em sua primeira disputa eleitoral, o menor patrimônio entre os três.

Juntos, os bens de Zema equivalem a 97% da soma declarada pelos cinco candidatos levantados pelo Poder360 — a maior distância de patrimônio já registrada entre concorrentes ao Planalto na base consultada pela reportagem.

O prazo final para o registro de candidaturas na Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto, às 19h.