O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, denunciou nesta quarta-feira (12) que o motorista de sua campanha foi seguido por uma viatura da Polícia Militar por cerca de 40 minutos, na noite anterior, após deixá-lo em casa, na zona sul da capital paulista.
Segundo Haddad, o episódio ocorreu por volta das 22h30 de terça-feira (11), depois que ele deu uma aula na Faculdade de Direito da USP.
A viatura, com três fuzis, emparelhou com o carro, colou no para-choque traseiro e usou luzes altas. O motorista, assustado, parou em frente a um hotel para questionar os agentes.
"O carro foi acompanhado de forma ostensiva, intimidadora", disse Haddad. "Não foi uma abordagem padrão. Foi parelhar o carro, você ficar colado no carro, você estacionar e não sair."
Mesmo assim, o candidato evitou cravar interpretação sobre a intenção dos policiais.
"Eu não diria que se senti intimidado, porque eu não sei o que aconteceu", afirmou. "Tem que haver no mínimo uma apuração."
O que diz o governo Tarcísio
A campanha de Haddad levou o caso ao governo estadual, comandado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu principal adversário na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Os dois já se enfrentaram no segundo turno de 2022, quando Tarcísio venceu a eleição.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que está apurando o episódio e determinou a identificação das equipes que passaram pela região no horário relatado. O secretário Osvaldo Nico Gonçalves ligou para Haddad buscando informações adicionais sobre o trajeto.
Fontes ligadas a Tarcísio de Freitas disseram à Metrópoles que "não esperavam a agressividade de Haddad" diante do episódio.
O que a apuração ainda não respondeu
A Secretaria de Segurança Pública identificou a equipe que passou pelo local. Mas não divulgou, até a publicação desta matéria, o motivo da aproximação nem se houve determinação superior para o acompanhamento.
É essa resposta, e não a versão de nenhum dos dois lados, que fecha o caso.














