O São Paulo se tornou nesta quarta-feira (12) o primeiro clube notificado com risco de transfer ban pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf). O clube deve R$ 600 mil ao Novorizontino, três parcelas em atraso de uma dívida total de R$ 1 milhão pela compra do meio-campista Djhordney.

A Anresf regula obrigações financeiras assumidas pelos clubes a partir de 1º de janeiro de 2026.

Se o São Paulo não pagar em 45 dias, fica proibido de registrar novos atletas, até para as categorias de base.

O Novorizontino protocolou a reclamação cerca de um mês antes da notificação. A agência deu ao São Paulo prazo inicial de dez dias úteis, depois estendido para 45 dias a partir de 12 de agosto.

Seria a primeira punição do tipo desde que a regra da Anresf passou a valer no futebol brasileiro.

São Paulo diz negociar; Novorizontino nega

O São Paulo afirma que negocia um acordo para evitar a sanção.

O Novorizontino, porém, nega que haja qualquer negociação em andamento entre os clubes.

Djhordney foi formado nas categorias de base do próprio Novorizontino, passou pela base do Palmeiras e chegou ao São Paulo depois.

Não é a primeira vez

O São Paulo já havia enfrentado transfer ban antes, mas sob regras da Fifa.

Em março de 2025, o clube quitou dívida de US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) com a Bama, empresa que representava o atacante Calleri após sua transferência de 2021, no mesmo dia em que foi liberado da punição.

Em agosto de 2025, outro caso, envolvendo o jogador Bobadilla, também foi resolvido por acordo.

O episódio com Djhordney é o primeiro teste da nova regra brasileira, criada para coibir exatamente esse tipo de atraso recorrente entre clubes.