Lula fechou palanques estaduais em 26 unidades da federação para a disputa presidencial de 2026, contra 16 articulados por Flávio Bolsonaro, mostra levantamento do Brasil de Fato publicado neste sábado (8). Os oito maiores colégios eleitorais do país somam mais de 100 milhões de eleitores, cerca de 70% do total nacional, segundo o InfoMoney.

Dos 26 palanques de Lula, 14 (mais da metade) são alianças com partidos fora do PT. Entre os 16 de Flávio, apenas quatro nascem de acordos com outras siglas. Os outros 12 saem direto do PL.

O padrão é oposto entre as duas campanhas, com o PT cedendo protagonismo para fechar apoio e o PL mantendo o comando da própria sigla.

Como fica nos 8 maiores colégios eleitorais

Segundo o Brasil de Fato, em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o PT apoia a chapa de Fernando Haddad com Márcio França (PSB) na vice.

Em Minas Gerais, o segundo maior, o partido lançou o deputado Patrus Ananias depois de tentativas frustradas com Rodrigo Pacheco, Alexandre Kalil e Marília Campos.

No Rio de Janeiro, o favorito é Eduardo Paes (PSD). Pelo PT, quem concorre é a senadora Benedita da Silva. O palanque bolsonarista no estado se desintegrou depois das saídas do governador Cláudio Castro e de Márcio Canella.

Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) tenta a reeleição. ACM Neto recusou ser palanque de Flávio Bolsonaro no estado e declarou apoio a Ronaldo Caiado — a fratura mais visível do lado bolsonarista até agora.

"Enquanto viver, a extrema-direita não voltará a governar este país", disse Lula na convenção que oficializou a candidatura de Elmano de Freitas à reeleição no Ceará.

O adversário local é o campo bolsonarista aliado a Ciro Gomes, hoje em crise interna depois que Michelle Bolsonaro criticou publicamente a aliança.

Em Pernambuco, o apoio é a João Campos (PSB). No Paraná, o campo petista faz oposição a Sergio Moro (PL) e Deltan Dallagnol. No Rio Grande do Sul, o apoio vai para Juliana Brizola (PDT), com Edegar Pretto (PT) na vice.

De acordo com o InfoMoney, o vice de Flávio na chapa presidencial é o deputado federal Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas.

O prazo para o registro de candidaturas na Justiça Eleitoral vai até 15 de agosto, a campanha começa no dia seguinte e o primeiro turno é em 4 de outubro.

O teste que falta para essas alianças

Mais da metade dos palanques de Lula depende de acordos com partidos que não são o PT, arranjos que já mostraram rachar na Bahia antes mesmo do início oficial da campanha, em 16 de agosto.

Falta saber quantas dessas alianças, dos dois lados, chegam inteiras ao primeiro turno, em 4 de outubro.