O BNDES fechou o primeiro semestre de 2026 com lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões, alta de 25% ante igual período de 2025. Os ativos totais do banco superaram R$ 1,05 trilhão pela primeira vez na história, segundo balanço apresentado pelo presidente Aloizio Mercadante nesta quarta-feira (12), em São Paulo.
No acumulado de 12 meses até junho, o lucro recorrente chegou a R$ 17,1 bilhões, o maior valor já registrado pelo banco de fomento. O patrimônio líquido atingiu R$ 181 bilhões, também recorde.
O diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, afirmou que as aprovações de crédito dos últimos 12 meses somaram o equivalente a 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
"É muito raro combinar essas condições: um consistente e acelerado crescimento do volume de crédito com uma rentabilidade que é a segunda maior do mercado financeiro", disse Mercadante durante a coletiva.
A carteira de crédito expandida do banco chegou a R$ 684 bilhões, alta de 14% em um ano.
As consultas de novos projetos, primeiro passo antes da aprovação, somaram R$ 237,7 bilhões, alta de 72%. É sinal de que a demanda represada segue maior que o crédito já aprovado.
Onde o dinheiro foi aprovado
As aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões no semestre, salto de 52% sobre o mesmo período de 2025. A infraestrutura concentrou o maior avanço, com R$ 46 bilhões, 91% a mais que um ano antes.
A agropecuária recebeu R$ 24,8 bilhões, alta de 46%. A indústria aprovou R$ 22,5 bilhões, crescimento de 24%, e o comércio e serviços somaram R$ 17,3 bilhões, 27% acima do ano anterior.
As micro, pequenas e médias empresas concentraram R$ 108,2 bilhões, a maior fatia entre todos os segmentos.
Um recorde que vem subindo desde 2023
O resultado consolida uma trajetória de alta ininterrupta. O lucro recorrente do BNDES foi de R$ 11,9 bilhões em 2023, subiu para R$ 13,2 bilhões em 2024 e fechou 2025 em R$ 15,2 bilhões, então o maior da história.
Os R$ 17,1 bilhões acumulados até junho de 2026 superam todos os anos fechados anteriormente.
O índice de Basileia, que mede a solidez financeira da instituição, ficou em 25,4%. A inadimplência da carteira de crédito segue em 0,05%, um dos menores patamares entre bancos públicos e privados do país.
"Uma empresa 100% pública pode ser muito bem administrada, com muita eficiência", completou Mercadante.
O desembolso efetivo do banco somou R$ 74,8 bilhões no semestre, alta de 37% sobre o mesmo período do ano passado. É o volume de crédito que de fato saiu do banco para financiar os projetos aprovados.














