A AMD ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado nesta segunda-feira (21), impulsionada pela demanda por chips e servidores de inteligência artificial. O marco coloca a empresa no clube trilionário dos chips de IA.

A fabricante se tornou a quarta empresa americana de semicondutores a chegar a esse patamar, depois de Nvidia, Broadcom e Micron.

Segundo g1, CNN Brasil e Valor, as ações da Advanced Micro Devices subiram cerca de 9% durante a manhã. O papel chegou a US$ 613,92, máxima histórica, e colocou a avaliação da companhia pouco acima de US$ 1 trilhão.

O movimento coroa uma valorização acelerada. Desde o início de setembro, quando a AMD divulgou previsão de receita trimestral acima das estimativas de Wall Street, as ações acumulam alta de mais de 26%, segundo g1 e CNN.

A comparação que move o mercado é com a Nvidia. As fontes apontam que a AMD é vista como a rival mais próxima no mercado de unidades de processamento gráfico, os chips usados para rodar tarefas de inteligência artificial em larga escala.

Por que a AMD subiu tanto?

A AMD subiu tanto porque investidores apostam que a empresa pode capturar uma fatia maior da computação de IA. Além de vender chips, a companhia passou a oferecer sistemas completos com processadores, rede e outros componentes para servidores.

Essa mudança aproxima a AMD do modelo que fez a Nvidia disparar. A TV Sim mostrou que a OpenAI deve gastar US$ 280 bi a mais do que fatura até 2030, sinal do tamanho da corrida por infraestrutura.

As fontes também citam a demanda por CPUs usadas junto com GPUs em servidores de inferência. Esse segmento ajudou a AMD a ganhar espaço da Intel, enquanto Intel, Qualcomm e o índice de semicondutores também subiram nesta segunda.

Quem está no clube do US$ 1 trilhão?

No setor americano de chips, o clube do US$ 1 trilhão reúne agora Nvidia, Broadcom, Micron e AMD. A Nvidia chegou a esse nível em 2023 e, segundo as fontes, vale hoje mais de US$ 5 trilhões.

A AMD ainda não encostou na líder.

A distância mostra, porém, que a companhia mudou de escala. O mercado deixou de tratar a empresa apenas como concorrente de processadores e passou a precificar uma tese de IA.

A disputa também tem camada geopolítica. Controles de exportação, chips avançados e China já aparecem na cobertura recente do portal, como na análise sobre a posição da Microsoft sobre controle de IA.

O que acontece agora

O próximo teste para a AMD é transformar valor de mercado em receita recorrente de IA. A empresa precisa mostrar que seus sistemas completos conseguem disputar contratos com clientes que compram servidores, GPUs e rede em pacotes fechados.

Para o investidor brasileiro, o efeito é indireto. A alta reforça o peso das empresas de IA nos índices globais e ajuda a explicar por que chips, tarifas e energia mexem com bolsas no mundo inteiro.

Esse pano de fundo apareceu quando Trump taxou polissilício ligado a chips.