O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga nesta segunda-feira (21), às 13h30, o dissídio coletivo da greve dos Correios, iniciada no dia 10 após rejeição da proposta de acordo coletivo. O impasse central é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes.
A decisão interessa a quem espera encomenda porque o julgamento pode definir a legalidade da paralisação, os termos das reivindicações e a manutenção mínima do serviço. O Metrópoles informou que consumidores e empresas relatam atrasos em entregas e falhas no rastreamento.
A Agência Brasil informou que o TST já determinou 80% do efetivo em atividade em cada unidade. O presidente do tribunal, ministro Vieira de Mello Filho, citou a essencialidade do serviço e o impacto no período eleitoral de 2026.
O que o TST vai decidir?
O TST vai decidir a legalidade da greve e pontos do acordo coletivo que travaram a negociação. Na prática, o julgamento pode manter exigências mínimas de atendimento, transporte e distribuição, além de fixar parâmetros para plano de saúde, reajuste e adicionais.
O capítulo atual dá sequência à aposta dos Correios no TST depois do fracasso das negociações. Antes disso, a paralisação havia se ampliado enquanto a categoria aguardava uma decisão judicial.
Segundo a Agência Brasil, os sindicatos rejeitaram a proposta inicial da empresa, que oferecia 0,87% de reajuste. A categoria pede recomposição pela inflação acumulada e ganho real, além do retorno do adicional de 70% nas férias.
Por que o plano de saúde virou o centro da greve?
O plano de saúde virou o centro da greve porque os trabalhadores contestam a migração dos Correios de mantenedora para patrocinadora do CorreiosSaúde. A categoria afirma que essa mudança pode elevar custos e mensalidades para funcionários, aposentados e dependentes.
A Federação Interestadual dos Empregados dos Correios (Findect) disse que a garantia do plano de saúde segue sem resposta no acordo coletivo. Para os trabalhadores, o ponto não é só reajuste: é quanto cada família vai pagar para manter a assistência.
Em meio a uma greve e com o acordo coletivo sem solução, a empresa dedica espaço a novos uniformes, tamanhos, tecidos e procedimentos de entrega, enquanto a questão que mais preocupa os trabalhadores permanece sem resposta: a garantia do plano de saúde.
Os Correios dizem que mantêm os serviços no país e buscam reduzir impactos da greve. Em nota citada pela Agência Brasil, a empresa informou que mobilizou empregados administrativos, remanejou veículos e faz mutirões para preservar o fluxo logístico.
O que muda para quem espera encomenda?
O que muda para quem espera encomenda é o nível de serviço durante a greve. Com a liminar, 80% dos trabalhadores devem seguir em atividade, mas atrasos e falhas de rastreamento podem continuar até a decisão definitiva do TST.
Os Correios orientam clientes a acompanhar o rastreamento pelo site ou aplicativo.
Em casos específicos, a empresa indica os telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, além do chat e do Fale Conosco no portal oficial.
A greve começou em 9 estados e virou disputa nacional ao longo de setembro. A TV Sim mostrou que os primeiros estados pararam após impasse e que os Correios ampliaram a greve antes do julgamento desta segunda-feira.





























