A JBS criou a Genu-in Solutions, nova frente da Genu-in voltada a empresas que querem lançar alimentos e bebidas com mais proteína. A divisão vai além da venda de colágeno e gelatina: oferece formulação, avaliação regulatória, testes de estabilidade, produção, comunicação e logística.
Segundo a companhia, a aposta mira um mercado global que deve chegar a US$ 101,62 bilhões em 2030, com crescimento médio anual de 6,2%, conforme projeção da Grand View Research citada pela JBS.
A Genu-in nasceu em 2022 dentro da JBS Novos Negócios. A TV Sim já mostrou como o grupo Batista vem ampliando negócios fora da carne, inclusive na compra da Avibras, em uma operação que explica por que os donos da JBS vão fabricar mísseis.
O que a Genu-in Solutions vai vender?
A Genu-in Solutions vai vender desenvolvimento de produto, não só ingrediente. Segundo a CNN Brasil, a nova frente pode atuar desde uma etapa específica até uma solução completa para clientes B2B que querem colocar proteína em novas categorias.
Entre as primeiras entregas está um snack proteico do tipo puff, desenvolvido ao longo de 18 meses.
De acordo com a JBS, o produto tem 44% de proteína, já passou pelas etapas regulatórias e pelos testes de estabilidade, e está pronto para comercialização no varejo.
A companhia também trabalha em gomas com colágeno e bebidas prontas para consumo. A estratégia leva proteína para produtos que antes ficavam fora da refeição principal e dos suplementos tradicionais.
“Com a Genu-in Solutions, avançamos do ingrediente para o desenvolvimento do produto final, combinando nosso conhecimento em proteínas com pesquisa e tecnologia”, afirmou Ricardo Gelain, presidente da JBS Novos Negócios, no comunicado oficial.
Por que isso importa para a JBS?
Isso importa para a JBS porque transforma subprodutos da cadeia bovina em itens de maior valor. O NeoFeed informa que a Genu-in nasceu com aporte de R$ 400 milhões e usa peptídeos de colágeno e gelatina obtidos da pele de bovinos da cadeia própria.
A ANBA registrou, no lançamento da Genu-in, que a planta foi instalada em Presidente Epitácio (SP). A integração da matéria-prima também aparece em comunicação da Brenntag, que descreve a origem das peles bovinas nas unidades de processamento da própria JBS.
Esse movimento conversa com outro debate do setor: o crescimento de alimentos vendidos como saudáveis. A TV Sim mostrou que 79% dos alimentos fit vendidos no Brasil são ultraprocessados, o que pressiona empresas a provar valor nutricional e transparência nos rótulos.
O que acontece agora
A nova frente começa com produtos já desenvolvidos e uma estrutura de pesquisa em Campinas. O Centro de Inovação e Desenvolvimento de Colágeno foi criado pela JBS em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital).
“Não basta acrescentar proteína a uma formulação. Cada alimento ou bebida tem características próprias e o ingrediente precisa funcionar dentro daquela matriz”, afirmou Vivian Zague, diretora de Pesquisa, Saúde e Nutrição da JBS.
Para a JBS, o desafio é converter pesquisa em contratos B2B. O histórico recente mostra o grupo circulando entre indústria, alimentos, política e novos ativos, como quando Joesley Batista participou de jantar no Alvorada com empresários e banqueiros.





























