A morte de Weber Manga (Republicanos), prefeito de Votorantim (SP), abre uma transição no comando da cidade no segundo ano de mandato. Ele tinha 54 anos, passou mal na madrugada desta segunda-feira (21), foi levado à UPA Jataí e não resistiu, segundo o g1.

A Prefeitura de Votorantim informou que o falecimento ocorreu por volta das 7h e decretou luto oficial de três dias. Em nota, a administração disse que Weber dedicou parte da trajetória à vida pública e manifestou solidariedade à família, servidores e moradores.

A Folha informou que o prefeito morreu após sofrer parada cardíaca. O g1 registrou que a causa da morte não havia sido divulgada até a atualização da reportagem, o que exige cuidado para não transformar atendimento médico em diagnóstico fechado.

O caso pesa além do obituário porque interrompe uma gestão curta, eleita em disputa fragmentada e ainda cercada por ajustes administrativos.

Quem era Weber Manga?

Weber Manga era Weber Maganhato Júnior, nascido em São Bernardo do Campo em 4 de maio de 1972 e criado em Votorantim. Segundo a Folha, antes da vida pública ele trabalhou na indústria como mecânico geral, ferramenteiro e projetista mecânico.

Na Câmara de Sorocaba, Weber ingressou como servidor efetivo no cargo de operador de áudio e depois chefiou a Divisão de Apoio Interno. O presidente da Casa, Luis Santos (Republicanos), disse que ele fez parte da história do Legislativo sorocabano.

O g1 informou que Weber era casado com Janete e deixa o filho João Victor. Ele era irmão mais velho de Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba, relação que ampliou sua projeção regional durante a campanha.

Como foi a chegada à prefeitura?

A chegada à prefeitura veio em 2024, na primeira disputa eleitoral de Weber. De acordo com o g1, com base no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele recebeu 14.826 votos, equivalentes a 24,71% dos votos válidos.

Esse número mostra uma vitória sem maioria absoluta do eleitorado. A Folha destacou que, com a posse de Weber em Votorantim e Rodrigo Manga em Sorocaba, dois irmãos passaram a comandar simultaneamente duas das principais cidades da região metropolitana.

O mandato, porém, acumulou ruídos desde cedo. O g1 registrou polêmicas, crise financeira e investigações do Ministério Público de São Paulo, além de cortes de despesas, mudanças no secretariado e fechamento de prédios públicos.

Em outubro de 2025, segundo o g1, a prefeitura declarou situação financeira crítica. A administração citou expediente a meio período, corte de marmitex de servidores, remanejamento na saúde e gastos em contratos emergenciais.

O ponto em aberto

O ponto em aberto é a transição administrativa. A Folha informou que dados sobre velório, sepultamento e ritos no comando da Prefeitura de Votorantim ainda dependiam de confirmação oficial das autoridades e da família.

A Prefeitura também disse que as informações sobre cerimônias seriam divulgadas oportunamente. Para a cidade, a questão imediata é garantir continuidade dos serviços enquanto o luto oficial e a sucessão institucional seguem seus trâmites.