A Converse retirou campanha com Karina, do aespa, após acusações de racismo nas redes sociais nesta segunda-feira (21). A publicidade do tênis Chuck 70 X mostrava a cantora com uma saia branca e um par de tênis pretos; usuários apontaram referências à Ku Klux Klan.

Segundo a CNN Brasil, Karina é o nome artístico de Yu Ji-min, cantora, rapper e dançarina sul-coreana de 26 anos. Ela lidera o aespa, grupo feminino de K-pop formado pela SM Entertainment em 2020, e foi anunciada em junho como embaixadora da Converse.

De acordo com o g1, que citou a Associated Press, a imagem foi publicada no Instagram e depois removida. A marca, que pertence à Nike, informou em nota que trabalhava para retirar a peça de outros lugares onde ela tivesse aparecido.

O caso cresceu porque a crítica mirou o processo de aprovação de uma campanha global. A imagem virou discussão sobre moda, publicidade e fandom internacional. O K-pop já sustenta grandes palcos no Brasil, como ocorreu no show de K-pop no Rock in Rio.

Por que o anúncio foi criticado?

O anúncio foi criticado porque usuários viram na composição visual duas referências racistas. A iluminação formava um triângulo branco sobre a saia de Karina, apontado como semelhante ao capuz da KKK; os tênis nas mãos foram interpretados como pés de vítima de linchamento.

As duas leituras foram atribuídas por CNN e g1 a usuários nas redes sociais. A TV Sim Brasil não reproduz a peça porque o fato jornalístico é a retirada do anúncio, a reação pública e a resposta da Converse.

Pedimos desculpas. Entendemos por que essa imagem é profundamente perturbadora e reconhecemos que erramos.

A frase acima integra a nota da Converse divulgada pela Associated Press e reproduzida pelo g1. A empresa disse ainda que removeu o anúncio de seus canais e trabalhava para retirá-lo de todos os lugares onde a campanha tivesse aparecido.

Quem é Karina?

Karina é Yu Ji-min, artista nascida em 11 de abril de 2000 em Suwon, na Coreia do Sul. Segundo a CNN, ela foi descoberta por um representante da SM Entertainment pelas redes sociais antes de virar líder do aespa.

A presença dela na campanha ajuda a explicar a velocidade da repercussão. O K-pop tem fandoms mobilizados fora da Coreia do Sul, e o próprio portal já mostrou esse alcance quando o Stray Kids virou headliner de K-pop em festival brasileiro.

Segundo o g1, Karina e a SM Entertainment Group não responderam imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela Associated Press. A Converse também não explicou à agência como a campanha foi aprovada nem quais critérios usa para avaliar peças antes da publicação.

O que acontece agora

O que acontece agora é a remoção da peça dos canais em que ainda estiver publicada. A Converse prometeu retirar a campanha, mas não informou se haverá revisão interna do processo de aprovação ou responsabilização de fornecedores envolvidos.

Para marcas globais, o episódio mostra como uma foto publicitária pode virar crise em horas quando junta celebridade, moda e comunidade digital.

O alcance de artistas internacionais no Brasil já apareceu em outras coberturas culturais, como a estreia do Twenty One Pilots no Rock in Rio.

Sem resposta pública de Karina e da SM, a versão disponível até agora é a da empresa e a das críticas registradas por usuários. A pergunta prática é se a marca vai explicar o filtro que falhou antes da campanha ir ao ar.