O deputado estadual Doorgal Andrada (PP), de 34 anos, reúne apoio para presidir a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a partir de 2027, com respaldo de PT, PL, PSD, Republicanos, PSOL, PV e Rede, soma que passa de 60 dos 77 deputados.
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desde fevereiro de 2025, ele deve suceder Tadeu Leite (MDB), que não disputou a reeleição e se prepara para assumir uma cadeira de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado.
A candidatura de Doorgal é tratada como certa dentro da ALMG. Ele deve concorrer sozinho e ser eleito por aclamação na sessão de posse, marcada para 1º de fevereiro de 2027. O piso para vencer é o apoio de 39 dos 77 parlamentares.
O próprio Tadeu Leite deu início à disputa por uma vaga no TCE-MG em junho. O movimento libera a presidência da Assembleia para a sucessão.
Doorgal é neto do ex-deputado federal Bonifácio Andrada e sobrinho do deputado federal reeleito Lafayette Andrada (PL). A tradição política da família remonta a José Bonifácio de Andrada e Silva, conselheiro de Dom Pedro I e conhecido como "patriarca da Independência".
Formado em direito na Fumec, Doorgal começou na política em 2016, eleito vereador de Belo Horizonte aos 23 anos. Chegou à ALMG em 2018, foi reeleito em 2022 e, em 2026, conquistou o terceiro mandato consecutivo, com 100.333 votos.
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O que acontece agora
A posse dos deputados estaduais e a eleição da nova Mesa Diretora da ALMG acontecem no mesmo dia, 1º de fevereiro de 2027.
A nova legislatura deve manter boa parte do perfil atual. 88% dos deputados estaduais mineiros buscaram a reeleição em 2026, e Doorgal defende um papel independente para o Legislativo na fiscalização do Executivo.































