Dois suspeitos morreram, um PM ficou ferido e cinco homens foram presos em flagrante em confronto com a Polícia Militar no sábado (31 de outubro), durante operação contra um laboratório de drogas na Chácara Santa Isabel, zona rural de Guariba (SP).
A ação começou após denúncia anônima à Polícia Militar sobre o laboratório e a presença de homens armados no sítio, segundo o G1. Os policiais tentaram abordar o grupo e, segundo a SSP-SP, foram recebidos a tiros.
Um suspeito correu armado pelos fundos do imóvel durante a fuga e atirou contra os policiais, que revidaram e o atingiram. Outro se escondeu no banheiro, atirou contra a equipe e baleou o pé de um dos PMs. Os dois morreram no local.
O policial ferido foi levado ao Pronto-Socorro de Guariba, recebeu alta e se recupera em casa, segundo o G1. Nenhum dos dois suspeitos mortos foi identificado nas informações divulgadas pela polícia.
Os nomes dos cinco homens presos também não foram divulgados.
Os cinco homens presos em flagrante se entregaram aos policiais após a troca de tiros e foram levados à delegacia. Eles ainda não foram julgados e são investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse irregular de arma de fogo.
No sítio, a PM apreendeu uma carabina, uma pistola, um revólver, duas balanças de precisão, um liquidificador, seis celulares e R$ 2.310 em dinheiro, segundo o levantamento do G1.
A operação ainda recolheu 1.278 microtubos plásticos com cocaína, sete sacos da droga a granel, 65 porções de crack, 23 porções de maconha e três tijolos de maconha.
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De acordo com as autoridades, três dos sete homens tinham mandados de prisão por homicídio, lesão corporal, tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo. Os outros quatro tinham passagens por furto, roubo, receptação e tráfico.
A Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar a conduta das equipes. O Metrópoles informou que o caso é investigado pela Corregedoria. O imóvel, os corpos e as armas foram periciados pela Polícia Científica.
O caso foi registrado no Plantão da Polícia Civil de Jaboticabal como tráfico de drogas, associação para o tráfico, morte decorrente de oposição à intervenção policial, resistência e posse irregular de arma de fogo, segundo o G1.
Outro laboratório fechado na mesma região
Em setembro, a PM havia fechado outro laboratório de drogas na macrorregião de Ribeirão Preto, em Barrinha. Na sexta-feira (25 de setembro), a operação apreendeu 390 quilos de cocaína e crack no bairro Jardim Paineiras.
Dois homens foram presos em flagrante em Barrinha, e um terceiro suspeito, apontado como responsável pelo laboratório, não foi encontrado pela polícia.
A repetição de casos do tipo em poucos meses mostra que a fabricação de drogas deixou de se restringir à capital paulista e passou a usar propriedades rurais do interior. Não há, nas informações divulgadas até agora, indicação de que os dois episódios estejam ligados.
O fenômeno não é só paulista. Em outubro, uma reportagem mostrou como o PCC passou a mandar cocaína crua para refino em laboratórios da Europa.
Em setembro, a Polícia Federal fez uma operação que prendeu 101 suspeitos do crime organizado em outro estado.
Em outubro, a PF também prendeu 12 pessoas em operação contra o tráfico de cocaína em Guarulhos (SP).































