O técnico Mozart cobrou mais entrosamento da diretoria do Goiás depois da derrota por 1 a 0 para o Atlético-GO neste sábado (26), no Estádio Hailé Pinheiro. O resultado, gol de Guilherme Lopes, deixou o Goiás em 11º lugar, com 42 pontos na Série B.
A vitória, pelo clássico que valia vaga no G-6 da Série B, veio em meio a protestos da torcida esmeraldina nas arquibancadas contra a diretoria do Goiás, comandada por Aroldo Guidão. O clube soma dois meses de salários atrasados aos próprios jogadores.
Guidão assumiu a presidência executiva do Goiás em agosto, após mudança no estatuto, e deve seguir no cargo até o fim do ano. A torcida Força Jovem já havia protestado contra ele em junho, antes da mudança, pedindo sua saída do Conselho Administrativo.
A crise financeira por trás da cobrança
A cobrança de Mozart acontece com o Goiás devendo dois meses de salários e de direitos de imagem aos jogadores, além de premiações de vitórias represadas. Funcionários do clube também enfrentam atrasos, segundo apuração do site Ohoje.
Os jogadores já haviam recorrido a um protesto silencioso. Depois de vencer o Avaí por 2 a 1, o elenco não deu entrevistas e divulgou uma carta aberta cobrando providências da diretoria.
Na coletiva após a derrota, Mozart evitou citar nomes.
Existia uma conexão muito grande entre clube, comissão técnica e jogadores. Não é coincidência que obtivemos resultados importantes.
O técnico citou o trabalho recente no Mirassol e no Coritiba, clubes em que destaca essa sintonia entre diretoria, comissão e elenco. Mozart disse acreditar que o Goiás "tem um potencial gigantesco em termos de torcida, camisa e estrutura" para se reencontrar dentro de campo.
O que acontece agora
O Goiás volta a campo em 6 de outubro contra o Athletic Club-MG, pela 31ª rodada da Série B. O time entra em sequência de rodadas decisivas para brigar pelo acesso à Série A. A crise financeira segue em paralelo à tabela.
Do outro lado do clássico, o presidente do Atlético-GO, Adson Batista, minimizou um princípio de atrito com o goleiro Paulo Vítor depois do apito final.





























