São Paulo, Ponte Preta, Guarani, Vitória e Portuguesa pediram nesta quinta-feira (1º) ao Supremo Tribunal Federal um prazo de seis meses a um ano para se adaptar à MP das bets, que proibiu as apostas on-line no país desde 25 de setembro.
Os cinco clubes pedem para entrar como partes na ação que já tramita no STF contra a MP 1.394, assinada pelo presidente Lula (PT). Eles argumentam que o futebol é "patrimônio cultural" do Brasil, proteção prevista na Constituição.
Dizem ainda que a medida ameaça a continuidade do Campeonato Brasileiro, que o fim das bets pode custar R$ 2,5 bilhões ao futebol do país.
Um trecho do pedido resume o alerta dos clubes:
A gravidade do quadro já transbordou para a própria continuidade das competições.
As bets eram, até a proibição, as maiores patrocinadoras do futebol brasileiro. Os clubes afirmam que "dirigentes de clubes e o sindicato nacional das associações de futebol discutem a possibilidade de paralisação do Campeonato Brasileiro", mas dizem não usar a informação como pressão.
Os cinco times consideram insuficiente a linha de crédito oferecida pelo governo como compensação e pedem período de transição para a retirada gradual das marcas de patrocínio das camisas e estádios.
O pedido segue o caminho aberto pelo Flamengo, autorizado pelo ministro Fux a entrar na mesma ação. O clube carioca estima perdas de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões em 2027 com o fim do patrocínio das casas de apostas.
A Advocacia-Geral da União defendeu, em evento no mesmo dia, um modelo de futebol que não dependa de financiamento de bets.
O impasse já havia levado clubes a cogitar interromper o próprio Brasileirão dias antes do pedido ao STF. A TV Sim Brasil mostrou que dirigentes discutiam a paralisação em protesto contra o fim das bets.
O que acontece agora
O STF ainda não decidiu se vai incluir os cinco clubes na ação nem se vai suspender os efeitos da MP. O Flamengo pede uma resposta antes de 5 de outubro, data que também pressiona o cronograma dos demais clubes.






























