O ataque do Cruzeiro marcou 41 dos 77 gols do time na temporada, mas 17 deles saíram do pé de um só jogador, Kaio Jorge. Sem o artilheiro, o setor teria marcado só 24 gols, número que resume a cobrança sobre o resto do elenco.
Arroyo é o único outro atacante que se firmou. Em 44 jogos, o equatoriano soma 8 gols e 5 assistências, a temporada mais artilheira da carreira dele. O bom momento o fez voltar a ser convocado para a seleção do Equador.
A seca e a resposta de Kaio Jorge
Kaio Jorge ficou seis jogos sem marcar, numa sequência que coincidiu com as eliminações do Cruzeiro na Libertadores e na Copa do Brasil.
A seca terminou de pênalti, contra o próprio Atlético-MG na Copa do Brasil. O gol não evitou a eliminação.
Depois do empate com a Chapecoense, pelo Brasileirão, o atacante respondeu às críticas da torcida.
Cada uma, viu? Tá achando que fazer gol é igual beber água? Não tem marcação, os zagueiros me deixam sozinho, né? Cinco oportunidades por jogo eu tenho também, né? Só tem artista!
Os reforços que não emplacaram
Para reforçar o setor na reta final da temporada, o Cruzeiro contratou Wesley, João Costa, Gabriel Pec e Lucho Rodríguez. Nenhum dos quatro se firmou entre os titulares até agora.
Gabriel Pec sofreu lesão e tem poucas chances de voltar a jogar ainda em 2026. Wanderson e Marquinhos, por sua vez, perderam espaço com o técnico Artur Jorge e têm pouca minutagem.
O próprio Kaio Jorge respondeu no STJD por um lance em que tirou o zagueiro Ruan de campo, episódio que também pesou nas críticas ao elenco.
O clube também emprestou o centroavante Chico da Costa ao Fortaleza, numa tentativa de reduzir o excesso de nomes num elenco que não consegue render no ataque.
O que acontece agora
O problema do Cruzeiro não é falta de atacante, é falta de atacante que decide. São 13 nomes do setor ofensivo no elenco e só dois produzindo de verdade.
O técnico Artur Jorge já disse publicamente o que mudaria nas eliminações do time. Resta ver se a resposta vem antes do fim da temporada.






























