O número de mortos no desabamento de um prédio de 12 andares sobre uma casa na Penha, zona leste de São Paulo, subiu para cinco na noite deste sábado (12), quase 24 horas após a queda registrada por volta das 2h. O prefeito Ricardo Nunes anunciou que os donos da construtora responsável serão presos.

A operação de busca somou mais de 21 horas seguidas, com 59 bombeiros e 20 viaturas no local. Um homem e uma criança foram resgatados com vida ainda no sábado, e uma pessoa seguia desaparecida sob os escombros até a última atualização.

A queda atingiu uma casa vizinha à obra, embargada pela prefeitura desde 2019 por construção sem alvará e problemas estruturais. A Defesa Civil apura se a chuva da madrugada contribuiu para o colapso.

A construtora responsável é a New Home, de um pai e um filho que também atuava como engenheiro responsável técnico pela obra, segundo a prefeitura.

Eles não fizeram aquilo que estava determinado, que seria a demolição do prédio

afirmou Nunes, justificando a ordem de prisão contra os dois.

Em 2021, a prefeitura já havia multado a empresa em R$ 119 mil e determinado a demolição da estrutura.

Uma técnica da Subprefeitura registrou, em 2024, que a demolição tinha sido concluída. Moradores que vivem no entorno há mais de oito anos afirmam que a obra nunca foi derrubada.

A Controladoria-Geral do Município passou a apurar se o laudo de 2024 é falso, e a funcionária responsável pelo registro foi suspensa. Nunes disse que, se confirmada a fraude, quem assinou o documento também vai responder civil e criminalmente pela tragédia.

O governador Tarcísio de Freitas classificou o caso como resultado de problemas estruturais e irregularidades na construção, em avaliação preliminar do Estado, sem citar a prefeitura.

A TV Sim Brasil acompanhou a confirmação inicial de duas mortes horas depois do desabamento, quando o número de vítimas ainda era retificado pelos bombeiros.

O que acontece agora

A prefeitura deve cumprir o mandado de prisão contra os dois donos da New Home nos próximos dias, enquanto o Corpo de Bombeiros mantém as buscas pela última pessoa desaparecida sob os escombros do prédio.

A Controladoria-Geral do Município não deu prazo para concluir se o documento de 2024 sobre a demolição foi falsificado.