Levantamento do g1 com base em 193 planos de governo enviados à Justiça Eleitoral mostra que valorizar professores e usar tecnologia na segurança pública são as promessas mais repetidas por quem disputa o governo dos 26 estados e do Distrito Federal em 2026.
Dos candidatos que tratam da educação, 164 (84%) defendem reajuste salarial, concurso público e planos de carreira para professores. Já entre os que apostam em segurança, 142 (72%) propõem mais tecnologia para as forças policiais, incluindo inteligência artificial.
O Tribunal Superior Eleitoral contabiliza 201 candidaturas aos governos estaduais e do DF. Parte foi impugnada ou teve o candidato desistente, e algumas ainda não têm plano de governo disponível para consulta.
| % dos planos | |
|---|---|
| Valorizar professores | 84 |
| Tecnologia na segurança pública | 72 |
| Reduzir filas no SUS | 70 |
| Apoio ao empreendedorismo | 65 |
| Ensino em tempo integral | 61 |
| Inteligência artificial | 57 |
| Governo digital | 57 |
Fonte: g1, com base em 193 planos de governo na Justiça Eleitoral · verificado em 23/09/2026
A lista completa mostra outras prioridades: reduzir filas no SUS aparece em 70% dos planos, apoio ao empreendedorismo em 65%, ensino em tempo integral em 61%.
Inteligência artificial e governo digital, os itens mais ligados à modernização do Estado, aparecem por último, cada um citado por 57% dos candidatos.
Direita e esquerda chegaram à mesma resposta na educação. O caminho mais citado para melhorar a escola pública passa pelo professor, não pela obra ou pelo equipamento.
Já a segurança pública divide menos os planos em torno de armamento ou efetivo, e mais em torno de tecnologia (cruzamento de dados, câmeras e monitoramento por inteligência artificial).
Como foi feito o levantamento?
O levantamento partiu dos 193 planos de governo enviados à Justiça Eleitoral e publicados no site DivulgaCand, do TSE. O g1 usou inteligência artificial para localizar os temas mais citados e conferiu cada trecho manualmente antes de contabilizar.
Os planos ficam disponíveis para consulta pública no mesmo portal. Parte das 201 candidaturas contabilizadas pelo TSE não tem documento disponível, o que explica a diferença para os 193 planos analisados.
O que acontece agora
O primeiro turno da eleição para governador ocorre em 4 de outubro. Até lá, planos de governo ainda podem ser retificados na Justiça Eleitoral, e o TSE segue avaliando candidaturas impugnadas em parte dos 26 estados e do Distrito Federal.
A agenda nacional já ganha sotaque local em pelo menos três estados. Em Minas Gerais, o candidato Gabriel Azevedo inclui no plano uma promessa de ferrovia e reforço agrícola no Noroeste do estado.
Em Pernambuco, Raquel Lyra e João Campos aparecem empatados nas pesquisas para o governo do estado.
Já na Paraíba, Lucas Ribeiro chegou a 49% de intenção de voto combinando essa agenda nacional com pauta estadual própria.





























