O candidato ao Senado pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) recuperou neste domingo (27) o acesso ao Instagram, suspenso desde quinta-feira (24) pela Justiça Eleitoral. Uma decisão ainda não divulgada reativou o perfil. Ele segue proibido de fazer campanha, ordem do TSE desde 21 de setembro.

A suspensão da conta teve como base uma denúncia por propaganda eleitoral irregular feita pelo aplicativo Pardal. A juíza do caso, Cláudia Cristina Cristofani, entendeu que o perfil estava ativo e veiculava conteúdo eleitoral, o que feria a decisão do TSE.

A mesma decisão deu a Dallagnol 24 horas para apagar a propaganda publicada.

O meu nome estará na urna no dia 4 de outubro, mas eu estou há oito dias proibido pelo TSE de fazer atos de campanha. Podem tentar calar a nossa voz, eu não posso pedir voto por conta da censura eleitoral, mas a decisão no final está nas mãos do povo paranaense.

Dallagnol publicou a fala em vídeo no X e no Instagram na tarde deste domingo. A descrição do perfil segue com o aviso da proibição, em vigor desde 21 de setembro. A conta removeu conteúdo eleitoral e mantém comentários sobre pesquisas.

Neste domingo, o TRE-PR notificou três aliados de Dallagnol, com prazo de 24 horas para excluir publicações de campanha.

Por que a campanha de Dallagnol está suspensa?

A campanha dele está suspensa porque o TSE decidiu, por 5 votos a 2, manter a proibição de atos de campanha em qualquer meio, incluindo rádio, TV e uso de recursos do Fundo Partidário. Ficaram vencidos os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques.

A base remonta a 2023, quando o TSE considerou fraude à lei a saída de Dallagnol do Ministério Público, o que cassou o mandato de deputado em 2022. O TSE manteve multa de R$ 100 mil por divulgação de dados fiscais do ministro Zanin.

Mesmo assim, o TRE-PR aprovou o registro por 4 votos a 3, citando mudança na situação jurídica após arquivamento de processos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

O pedido veio da coligação Paraná para Todos e da federação Brasil da Esperança, com PT, PSOL e seis partidos.

O que diz a pesquisa sobre a disputa?

A pesquisa mais recente sobre a disputa mostra cinco nomes tecnicamente empatados na liderança. O instituto Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores paranaenses entre 11 e 15 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.

A pesquisa foi contratada pela Rede Record de Televisão, com registro PR-00532/2026 no TSE. Dallagnol aparece com 19% das intenções de voto, seguido por Alexandre Curi (Republicanos) e Filipe Barros (PL), ambos com 18%, Gleisi Hoffmann (PT) com 16% e Cristina Graeml (PSD) com 15%.

A distância entre os cinco cabe dentro da margem de erro, o que caracteriza empate técnico na corrida ao Senado pelo Paraná.

O que acontece agora

O texto da decisão que reativou o Instagram de Dallagnol ainda não foi publicado pelo TRE-PR. A proibição de fazer campanha, mantida pelo TSE em 21 de setembro, continua valendo até nova decisão do tribunal.

Dallagnol segue candidato e terá o nome na urna eletrônica em 4 de outubro, data do primeiro turno.