Institutos de pesquisa que querem divulgar levantamento de intenção de voto no dia da eleição, 4 de outubro, tinham até esta segunda-feira (28) para se cadastrar no sistema PesqEle, do TSE, com cinco dias de antecedência, exigência para pesquisa divulgada no dia do pleito.

O tribunal exige um intervalo de cinco dias entre o registro e a divulgação. A regra vale só para quem quer publicar o resultado no dia da votação.

O sistema é mantido pelo TSE. Nele, cada pesquisa precisa informar a empresa responsável, o período das entrevistas, o número de pessoas ouvidas, a margem de erro, o nível de confiança e a metodologia utilizada.

Os dados ficam disponíveis para consulta pública no site do tribunal. Isso permite a qualquer eleitor conferir se a pesquisa citada por um candidato ou por um veículo de imprensa está registrada dentro das regras.

Um exemplo de pesquisa que passou por esse registro é o levantamento da AtlasIntel contratado pela Bloomberg. Foram 5.015 eleitores ouvidos entre 17 e 22 de setembro, com registro BR-04739/2026 no TSE.

A margem de erro é de 1 ponto percentual, com 95% de nível de confiança. Ela mostrou Lula com 47,7% contra 47,4% de Flávio Bolsonaro numa simulação de segundo turno.

O 1º turno das eleições 2026 acontece no dia 4 de outubro, e a última rodada de pesquisas presidenciais antes da votação já começou a ser divulgada por diferentes institutos.

O que acontece agora

A partir de amanhã (29), cinco dias antes da votação, entra em vigor outra regra do calendário eleitoral. Nenhum eleitor pode ser preso ou detido por qualquer autoridade, salvo em casos previstos em lei, como flagrante de crime inafiançável ou descumprimento de salvo-conduto.

No mesmo dia, partidos, federações e coligações devem informar ao TSE os nomes dos fiscais e delegados autorizados a fiscalizar a votação e a apuração no exterior. São dois prazos que fecham a mesma janela de cinco dias antes do primeiro turno.