O avanço das canetas emagrecedoras no Brasil criou uma nova frente de consumo para o mercado de beleza. Fabricantes de cosméticos, farmácias e empresas de estética reorganizam portfólios para quem, ao perder peso, passa a buscar produtos para pele, cabelo e contorno corporal.
O Grupo Boticário é um dos que já mudaram a forma de testar produtos.
A marca Eudora, do grupo, lançou a linha capilar Siàge Volume Imediato voltada a usuários de canetas GLP-1 que sofrem afinamento de cabelo, efeito colateral comum do emagrecimento rápido. As vendas superaram a meta em 40%.
Outra marca do grupo, a Botik, criou um tratamento facial para o chamado "rosto Ozempic", o afinamento do rosto que acompanha a perda de peso.
Pessoas gostavam desse efeito, porque isso demonstrava que elas haviam perdido peso.
A frase é de Marcela De Masi, diretora executiva de branding e comunicação do Grupo Boticário. Segundo ela, o grupo passou a incluir usuários de canetas GLP-1 nos testes de novos lançamentos para entender essas demandas antes de elas aparecerem no varejo.
O apetite das marcas de beleza acompanha o tamanho do mercado de canetas emagrecedoras no país.
Ele movimentou R$ 13,3 bilhões nas farmácias brasileiras entre maio de 2025 e maio de 2026, com o Mounjaro, da Eli Lilly, à frente da lista.
O que acontece agora
A concorrência tende a crescer. Depois da expiração da patente da semaglutida, em março, genéricos já derrubaram em até 35% o preço da caneta emagrecedora no Brasil.
A Anvisa também pode aprovar mais oito canetas emagrecedoras até o fim de 2026, o que deve baratear ainda mais o tratamento e ampliar a base de consumidores que chega ao balcão da farmácia já pensando no próximo produto de beleza.





























