O senador Marcelo Crivella (Republicanos) disputa o terceiro mandato ao Senado pelo Rio de Janeiro apostando no eleitorado evangélico, segundo o Valor Econômico. Ex-bispo da Igreja Universal e ex-ministro de Dilma Rousseff (PT), ele hoje é um dos nomes do bolsonarismo no estado.

Crivella também disputa o apoio público da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com outros dois candidatos ao Senado pelo Rio: Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL.

A senadora Damares Alves (Republicanos) divulgou um vídeo afirmando que Michelle prometeu receber Crivella em Brasília, caso ele seja eleito. Michelle comentou a publicação agradecendo as orações e o trabalho de Crivella, segundo o vídeo. Crivella incorporou a fala a peças de campanha na televisão.

Portinho respondeu no domingo (20) com um vídeo gravado com a própria Michelle, que pediu votos para ele e defendeu sua permanência no Senado, destacando a lealdade do candidato ao bolsonarismo.

Portinho e Jordy disputam as duas vagas do Rio pelo mesmo partido. Em agosto, o senador Flávio Bolsonaro declarou apoio público a ambos, movimento lido como esforço do PL para reforçar a chapa contra o crescimento independente de Crivella.

Crivella também recebeu o apoio do pastor Silas Malafaia e de outras lideranças evangélicas e de direita. O ex-prefeito do Rio já havia enfrentado questionamento sobre a própria candidatura.

O TSE só liberou a candidatura de Crivella ao Senado após voto de desempate, em agosto, depois de um recurso contra o registro.

Como fica a disputa pelo Senado no Rio

A corrida pelas duas vagas do Rio segue sem favorito definido a poucas semanas da votação, segundo análise do Diário do Rio sobre o cenário eleitoral fluminense.

Benedita da Silva (PT) é apontada nessa análise como um dos nomes mais fortes da disputa, em um cenário que segue aberto para os concorrentes.

Os candidatos ao Senado pelo Rio já haviam se enfrentado em debate promovido pelo g1, quando divergiram sobre a relação do Congresso com o STF e o processo de escolha de ministros.

O que acontece agora

O primeiro turno das eleições gerais de 2026 está marcado para 4 de outubro, segundo o calendário do TSE. Um eventual segundo turno, caso nenhum candidato à Presidência ou ao governo do estado alcance maioria absoluta, ocorre em 25 de outubro.

Para o Senado, porém, a decisão é sempre em turno único: os dois candidatos mais votados no Rio no dia 4 de outubro ocupam as vagas em disputa.