A secretária nacional de Mulheres do PT, Mazé Morais, da coordenação de campanha de Lula, disse nesta semana que mulheres não estão na campanha "só para pedir voto". Segundo o TSE, elas são 83,8 milhões de eleitoras, 52,8% do total em 2026.

As mulheres não estão na campanha apenas para pedir voto, elas estão nas ruas para defender o que foi conquistado, pautar o que ainda precisa mudar e disputar os espaços de poder. Essa é a força das mulheres na campanha do presidente Lula e na construção do Brasil que queremos.

Mazé Morais integra a coordenação da campanha à reeleição de Lula (PT) e argumenta que o eleitorado feminino tende a votar de forma consciente, avaliando o que o governo já entregou em economia, educação, saúde e combate à violência contra as mulheres.

A pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro, contratada pelo Grupo Globo, ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 20, com margem de erro de 2 pontos percentuais e registro no TSE sob o protocolo BR-06004/2026.

No geral, ela mostrou Flávio Bolsonaro com 42% contra 41% de Lula em simulação de 2º turno, um empate técnico dentro da margem. Entre as mulheres, porém, Lula avançou 3 pontos em relação ao levantamento anterior, que apontava 25% de apoio nesse grupo.

Como está a disputa pelo voto feminino?

A disputa pelo voto feminino também mobiliza o principal adversário de Lula. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro intensificou a campanha do enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), convocando lideranças do "PL Mulher" sob o nome de "exército rosa", presença que cresceu na propaganda eleitoral.

Aliados avaliam que Michelle pode ajudar Flávio a crescer entre mulheres e evangélicos, segmento em que o candidato do PL ainda precisa avançar diante da disputa apertada mostrada pela Quaest.

Por que a representação de mulheres importa?

Mulheres são 52,8% do eleitorado, mas ocupam apenas 17,2% das cadeiras da Câmara dos Deputados. O TSE registra recorde de candidaturas femininas em 2026, ainda distante da paridade.

É essa distância entre quem vota e quem governa que Mazé Morais diz que a campanha de Lula quer atacar.

O avanço de candidatas mulheres também enfrenta resistência: o TSE lançou um painel para monitorar violência política de gênero nesta eleição.

O que acontece agora

A propaganda eleitoral no rádio e na TV segue nas próximas semanas, com agendas diárias de Lula e Flávio Bolsonaro. Ambas as campanhas devem intensificar atos voltados ao eleitorado feminino até a reta final do primeiro turno.