Passos, no Sul de Minas, teve alta de 34,8% no número de eleitores com biometria cadastrada frente a 2024, chegando a 71,46% do eleitorado, segundo o TRE-MG. O avanço local contrasta com o atraso do estado em relação ao restante do país.
"A biometria faz com que um eleitor votar pelo outro ou um erro de identificação do mesário se torne impossível", disse o chefe do cartório eleitoral de Passos, Alexandre Araújo, à reportagem local. Segundo ele, o sistema também agiliza a votação e reduz filas.
O salto de Passos não é isolado na região, mas também não é uniforme.
| Cidade | % do eleitorado com biometria | Alta desde 2024 |
|---|---|---|
| Passos | 71,46% | 34,8% |
| Poços de Caldas | 71,80% | 20,6% |
| Varginha | 65,09% | 30,7% |
| Pouso Alegre | 64,32% | 25,3% |
Passos teve o maior crescimento percentual entre as quatro cidades, mas Poços de Caldas segue com a maior fatia do eleitorado já biometrizado. Varginha e Pouso Alegre ficam no meio do caminho. Nenhuma das quatro chega à média do estado.
O Sul de Minas como um todo tem 67,9% de biometria, abaixo dos 76,87% do estado, segundo o TRE-MG. Minas Gerais, por sua vez, está abaixo da média nacional.
O Brasil chegou a 89,01% de biometria em setembro, ante 75,51% em 2022, segundo o TSE. São 141 milhões de eleitores com biometria entre os 158,7 milhões aptos a votar no país, o que deixa Minas quase 12 pontos percentuais atrás da média nacional.
Desde a reabertura do cadastro em 2024, a Justiça Eleitoral já fez 15 milhões de atendimentos em todo o país.
O cadastramento biométrico foi encerrado em 6 de maio, para consolidar os dados antes da eleição, e só volta a partir de 3 de novembro, já com o pleito decidido.
Quem não tem biometria ainda vota. Basta apresentar documento com foto e estar em situação regular perante a Justiça Eleitoral, caso dos cerca de 23 mil eleitores de Passos nessa condição.
Quem está irregular, porém, fica de fora em outubro. Reportagem da TV Sim Brasil mostrou que título irregular não vota em outubro, e a regularização só volta em novembro.
Ter ou não biometria também pesa noutro documento do processo eleitoral. O e-Título só substitui RG e CNH para quem já tem foto biométrica no sistema.
A disputa entre atraso local e correção nacional não é exclusividade mineira: outra reportagem do portal mostrou que o eleitorado de 2026 muda de perfil, com o Sudeste perdendo peso e o país envelhecendo nas urnas.
O ponto em aberto
Fica em aberto se a janela até 6 de maio foi suficiente para os municípios que, como os do Sul de Minas, seguem abaixo da média estadual e nacional.
O cadastro só reabre em 3 de novembro, depois da votação. O retrato de hoje é o que vale até a urna.





























