O empresário Luiz Paulo Dias Pereira Filho oferece degustação gratuita e ilimitada de café especial numa loja que criou em São Lourenço, no Sul de Minas. O modelo vai chegar a São Paulo até o fim do ano, segundo a CNN Agro.
"A nossa ida para São Paulo é para levar esse modelo à nossa primeira capital. Queremos abrir outras lojas no Brasil e trazer um modelo inovador para essa cultura tão gostosa que é a cultura do café", disse Dias à reportagem.
A loja funciona como uma "escola modelo". O visitante experimenta, sem limite de quantidade ou variedade, cafés produzidos em pequenos lotes, os chamados micro e nanolotes, e o espaço recebe dezenas de pessoas por dia.
"A ideia é que a pessoa aprenda sobre café: a granulometria, quantos gramas usar e, principalmente, como preparar. A pessoa vai sair de lá fazendo o próprio café", afirmou o cafeicultor.
Ele também quer ampliar a vitrine para outros produtores. "Quero que tenham acesso ao melhor café produzido no Brasil, não só ao meu, mas também ao de outros parceiros que vão participar desse modelo", disse.
A degustação de graça é a isca; a venda de pacotes para casa é o negócio. "Quero minhas lojas cheias, todos os dias, com cada vez mais pessoas bebendo cafés especiais de graça. É aí que entra o foco comercial", resumiu Dias.
O empresário não informou quanto já investiu ou faturou com a loja mineira. Disse que pretende reinvestir os recursos nas próprias lavouras.
O Brasil é o maior produtor mundial de café e o 2º maior consumidor, atrás só dos Estados Unidos. O consumo per capita brasileiro, 6,02 kg por habitante ao ano, já supera o americano, segundo a Abic.
A produção mineira também vive um bom momento. Pesquisa da Faemg aponta crescimento de 32,5% na safra de café em Minas Gerais neste ciclo. Mas o ponto de Dias é outro: café especial, de pequenos lotes, ainda é fatia pequena do consumo nacional.
A aposta dele é que a degustação sem custo converta o brasileiro que já bebe café em cliente de grão de qualidade superior, com preço maior.
O que acontece agora
A loja em São Paulo deve abrir até o fim do ano.
O modelo mineiro segue funcionando em São Lourenço, na mesma região do Festival do Café que tomou o Sul de Minas em setembro.
No plano nacional, o Brasil bateu recorde na exportação de café em setembro, mas o preço no exterior caiu, sinal de que a oferta cresce mais rápido que a demanda pelo grão comum.





























