Premier League, Bundesliga, Serie A e LaLiga exigiram nesta sexta-feira (25) uma reforma profunda na governança da Fifa. É a primeira resposta coordenada das quatro ligas contra a gestão do presidente Gianni Infantino, dizendo que o futebol precisa de mais peso nas decisões da entidade.
O protesto vem depois de Infantino recuar de um plano de investimento externo nas operações comerciais da Fifa. "A Copa do Mundo pode ser o ápice do nosso esporte, mas os alicerces são sustentados semana após semana, nos estádios e comunidades locais", disseram as ligas.
O que as ligas europeias querem mudar?
Querem mecanismos de controle e equilíbrio mais rigorosos, limites constitucionais claros e maior separação entre as funções regulatórias e comerciais da Fifa. A cobrança aumenta o escrutínio sobre a entidade justamente quando Infantino busca reeleição no próximo ano.
No comunicado, as ligas foram diretas: "Os alicerces de longa data do futebol foram, nos últimos anos, ameaçados por um problema fundamental de governança, em que o presidente da Fifa promoveu ativamente ideias exploratórias em vez de se proteger contra elas."
O aviso final da nota é o mais duro: mesmo depois de as partes interessadas forçarem a retirada do programa de venda de fatia comercial, as condições que permitiram a tentativa continuam de pé.
Isso afeta o futebol brasileiro?
Afeta diretamente: as quatro ligas empregam boa parte dos titulares da seleção que jogou nesta sexta contra a Austrália, caso de Vinicius Júnior e Endrick, do Real Madrid (LaLiga), Estêvão, do Chelsea (Premier League), e Raphinha, capitão do Barcelona (LaLiga).
Mudança no calendário internacional decidida pela Fifa afeta primeiro esses clubes, e por tabela a rotina desses jogadores brasileiros. A Fifa foi procurada pela imprensa internacional para comentar o caso e ainda não respondeu.
O que acontece agora
O caso é o mais recente capítulo de uma disputa que já levou a Conmebol a apoiar publicamente Infantino contra a Uefa.
Antes disso, a Fifa já havia engavetado o plano de vender fatia da Copa do Mundo sob ameaça de boicote europeu.





























