A campanha de Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo de Minas Gerais vai disputar a eleição de outubro sem candidato ao Senado. A confirmação é do candidato a vice na chapa, Luís Eduardo Falcão, depois do afastamento entre o senador e Marcelo Aro (PP), que havia anunciado apoio à chapa no início de agosto.
Coordenador político da campanha, Falcão diz que a orientação partiu da área jurídica do partido, no estado e em âmbito nacional.
"Da nossa parte, houve uma definição até do ponto de vista jurídico. O nosso jurídico aqui no estado e também do partido nacional orientou que a gente siga a nossa campanha e não façamos campanha como se houvesse uma coligação onde não tem", disse Falcão.
"Nossa campanha vai seguir sem senador. A gente respeita todos os candidatos, todos aqueles que têm o desejo de apoiar o Cleitinho serão bem compreendidos na sua intenção", acrescentou o vice.
Aro concorre ao Senado pela Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil. A federação integra a coligação do governador Mateus Simões (PSD), que tenta a reeleição.
"O PP e União estão na coligação de outro candidato ao governo. Então a gente não pode correr o risco de criar confusão na cabeça do eleitor", afirmou Falcão.
A equipe do senador alegou questões de natureza jurídica para justificar o distanciamento. O apoio de Aro à chapa havia sido anunciado no início do mês, e o afastamento foi definido em reunião na noite de segunda-feira (17).
O próprio Falcão nega que exista rompimento. Ele classifica como "relação muito boa" o vínculo entre Cleitinho e Aro e atribui a decisão a cautela jurídica, não a atrito político.
Aro é ex-secretário de Governo da gestão Romeu Zema (Novo).
Quantos disputam as duas vagas por Minas
Minas Gerais tem 17 candidatos ao Senado, ou 8,5 por vaga, segundo levantamento da Agência Senado. São duas cadeiras em jogo no estado.
No país, são 54 vagas e 314 candidatos, média de 5,8 candidatos por vaga. A concorrência mineira é maior que a nacional.
O número de candidaturas ao Senado caiu 10,8% em relação a 2018, quando o país teve 352 nomes na disputa. As mulheres somam 69 das 314 candidaturas deste ciclo, 22% do total. No conjunto das candidaturas de 2026, elas bateram recorde de participação.
Entre os 17 nomes que disputam as vagas mineiras estão Marcelo Aro (PP), Marília Campos (PT), Domingos Sávio (PL), Carlos Viana (PSD), Áurea Carolina (Psol) e Carlin Moura (Avante).
Pesquisas de intenção de voto divulgadas desde julho indicam Cleitinho na liderança da disputa pelo governo mineiro.
A eleição para o governo de Minas e para as duas vagas ao Senado ocorre em outubro.
O que 17 nomes para duas vagas significam para o eleitor
Minas tem 8,5 candidatos por vaga ao Senado, contra 5,8 na média nacional. Governo e Senado são decididos na mesma eleição de outubro, e a coligação de Cleitinho chega a ela sem nome próprio. Como o eleitor vai distribuir esses votos só a votação responde.


























