O Brasil vai ver, na madrugada de 28 de agosto, o eclipse lunar mais cheio que vai cruzar o céu do país até 2029. A fase parcial começa às 23h33 desta quinta-feira (27), atinge o pico à 01h12 e termina às 02h51, sempre no horário de Brasília.
No momento de maior cobertura, 93% do diâmetro da Lua fica dentro da umbra, a parte mais escura da sombra da Terra. É um eclipse parcial, não total, mas no limite do que dá para chamar de parcial.
Por que este eclipse importa mais que a média
O Brasil teve pouca sorte com eclipses lunares nos últimos anos. O eclipse total de 3 de março de 2026 não foi visível do país, e o próximo eclipse lunar total que vai passar pelo território brasileiro só ocorre em 26 de junho de 2029.
Entre um e outro, o evento de 28 de agosto de 2026 é o que mais se aproxima da totalidade.
Fevereiro de 2027 traz só um eclipse penumbral, de sombra bem mais sutil, e o eclipse total de agosto de 2027 também não passa pelo Brasil.
Na prática, quem quiser ver a Lua quase inteira coberta pela sombra da Terra tem uma única chance no calendário dos próximos três anos.
Como acompanhar sem perder o horário
O fenômeno é visível em todo o território nacional, do início ao fim, e dispensa qualquer equipamento especial. Binóculo ou telescópio ajudam a ver detalhes, mas o eclipse é observável a olho nu.
O astrônomo Gustavo Rojas, do NUCLIO, certificado pela Sociedade Astronômica Brasileira, resume a diferença para o evento de duas semanas antes.
"Duas semanas após o eclipse solar temos um eclipse lunar, mas dessa vez a sombra da Terra não irá cobrir a Lua por completo", explicou Rojas.
Quem quiser acompanhar o ciclo completo tem uma janela longa. A fase penumbral, mais discreta, começa por volta das 22h24 de quinta e só termina às 04h01 da sexta-feira (28).
O que fica para quem perder essa janela
Não há como recuperar a cena se o céu fechar na madrugada de quinta para sexta. O próximo eclipse lunar visível no Brasil, em fevereiro de 2027, é só penumbral, e o próximo total só chega em 2029.
Para quem gosta de observar o céu, a pergunta prática é simples. Vale a pena perder uma noite de sono em agosto, ou esperar quase três anos pela próxima chance parecida?


























