Os seis principais candidatos ao governo de Minas Gerais (Kalil, Cleitinho, Roscoe, Gabriel Azevedo, Simões e Patrus) apresentaram propostas para fiscalizar a mineração e as barragens do estado, em debate promovido pela TV Alterosa e pelo Estado de Minas nesta semana.

Participaram do debate Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB), Mateus Simões (PSD) e Patrus Ananias (PT), os seis concorrentes cujos partidos têm ao menos cinco representantes no Congresso.

O que cada candidato propõe para fiscalizar as barragens?

Cleitinho promete "fiscalização diária, rigorosa e transparente de todas as barragens" e diz ter "tolerância zero com a negligência". Kalil propõe unir fiscalização tecnológica a inspeções presenciais contínuas, com licenciamento de "prazos definidos".

Gabriel Azevedo aposta em satélites e georreferenciamento, com "cadastro público e georreferenciado, classificação de risco, auditoria independente". Simões, atual governador, cita a lei estadual Mar de Lama Nunca Mais, criada após o rompimento em Brumadinho.

Simões defende priorizar a fiscalização sobre a burocracia do licenciamento. As seis propostas mostram que, mesmo com todos defendendo mais fiscalização, cada candidato aposta em uma ferramenta diferente para evitar o próximo desastre.

"Não adianta você ser burocrático na licença e ser descuidado na fiscalização", disse Simões, que também afirmou se opor à mineração na Serra do Curral.

Roscoe defende simplificar o licenciamento e mira a arrecadação. Propõe força-tarefa permanente contra a sonegação da CFEM, com o dinheiro destinado à infraestrutura dos municípios produtores. "Precisamos parar de demonizar a mineração", disse Roscoe, que criticou o excesso de discricionariedade no licenciamento ambiental do estado.

A subjetividade, porque é nela que mora a corrupção.

Patrus propõe reestruturar o Copam, o conselho estadual de política ambiental, com representação paritária entre governo, empresas e sociedade civil. Ele quer que a CFEM seja aplicada "prioritariamente" em saúde, educação e diversificação econômica.

Mateus Simões, do PSD, governa Minas desde março, quando assumiu o cargo após a saída de Romeu Zema, que deixou o Palácio Tiradentes para disputar a Presidência da República.

O debate reuniu os seis nomes mais bem posicionados na corrida, segundo levantamentos publicados ao longo de setembro. Cleitinho lidera a disputa pelo governo de MG, seguido por Patrus e Kalil.

Os dois também têm agenda de campanha no interior. Cleitinho e Gabriel Azevedo dividiram agenda no Triângulo Mineiro no fim de agosto.

Patrus também apresentou, em entrevista à série do MG1, propostas de emprego e renda para o estado, detalhadas em outra reportagem sobre o programa que promete para Minas Gerais.

O primeiro turno da eleição para governador de Minas Gerais é no dia 4 de outubro. Um eventual segundo turno, caso nenhum candidato atinja maioria dos votos válidos, acontece em 25 de outubro.