O TSE recebeu 1.103 denúncias de irregularidade na propaganda eleitoral em apenas quatro dias, entre o início oficial da campanha, no domingo (16), e a última quarta-feira (19). As denúncias chegam pelo aplicativo Pardal, e a maior categoria isolada é o impulsionamento pago de conteúdo na internet.
Onde estão concentradas as denúncias
O impulsionamento pago soma 339 denúncias, 30,73% do total. Fica à frente de outras irregularidades ligadas à internet, que somam mais 289 casos, 26,2%.
Juntas, as duas categorias digitais já passam de 56% de tudo que foi denunciado nos quatro primeiros dias de campanha.
O restante se divide entre uso irregular de bens públicos (105), bens particulares (87), propaganda antecipada (47), banners e faixas (46), comícios (35) e alto-falantes (35). Sete denúncias tratam de notícia sabidamente falsa.
O que acontece depois da denúncia
Do total recebido, 596 denúncias, 54%, ainda estão em análise. Outras 383, 35%, foram baixadas do sistema sem seguir adiante. Só 124, 11%, viraram processo na Justiça Eleitoral.
Minas Gerais aparece em 4º lugar entre os estados, com 89 denúncias, atrás de São Paulo (193), Pernambuco (106) e Rio Grande do Sul (95).
O padrão repete um achado de outro levantamento, do NetLab da UFRJ com a Universidade de Cambridge, que mostrou o Brasil com o pior acesso a dados de anúncios em redes sociais entre Brasil, União Europeia e Reino Unido.
Na prática, a fiscalização eleitoral depende mais da denúncia individual pelo Pardal do que dos dados que as próprias plataformas poderiam abrir.
O que os 4 primeiros dias ainda não respondem
A pergunta que fica é se o ritmo de mais de mil denúncias em 4 dias vai se manter até a votação de outubro.
E se as 596 denúncias ainda em análise vão resultar em alguma penalidade real, ou se a maioria vai seguir o caminho das 383 que já foram baixadas sem seguir adiante.


























