O Flamengo protocolou nesta quarta (19) uma nova petição cobrando R$ 42,75 milhões de Gerson por suposta quebra unilateral do contrato de imagem, assinado em abril de 2025. O meio-campista deixou o clube em julho daquele ano, quando o Zenit pagou a multa rescisória de € 25 milhões.

Como a conta chegou a R$ 42,75 milhões

O contrato de imagem, renovado até 2030, previa pagamento de R$ 750 mil por mês a Gerson.

O Flamengo alega que a saída antecipada quebrou o acordo e calcula a dívida multiplicando esse valor pelos 57 meses que faltavam para o contrato terminar, em 2030.

A passagem pela Rússia durou só seis meses. Em janeiro de 2026, o Cruzeiro pagou € 27 milhões, mais bônus de até € 3 milhões, pela contratação de Gerson, a mais cara já feita por um clube brasileiro até então.

Uma carta assinada por Gerson é peça central do processo. Ele reconheceu a assinatura, mas alegou que o documento foi escrito pelo pai. A Justiça do Rio determinou perícia técnica para verificar a autenticidade.

Uma tentativa de Gerson e seus representantes de responsabilizar o Flamengo por má-fé no processo foi rejeitada pela Justiça.

A ação corre na 25ª Vara Cível do Rio de Janeiro, mesma instância que rejeitou o pedido de má-fé. Não há decisão final, e as duas partes ainda contestam a validade e a interpretação do contrato.

O que o pai de Gerson diz

"Isso foi uma armação desses caras que estão no Flamengo", disse Marcão, pai e empresário do jogador, à ESPN. "Eu não peguei R$ 42 milhões nenhum."

"Não posso falar muito deste processo, mas não vou me calar. A verdade me defende", completou.

Marcão também afirmou que a diretoria do Flamengo reduziu a multa rescisória de R$ 200 milhões para os € 25 milhões oferecidos pelo clube europeu, e chamou a decisão de "covarde".

Sobre a torcida, disse que ela "é a menos culpada" e mencionou ataques de "robozinhos" nas redes sociais, mas relatou boa recepção numa visita recente ao Maracanã.