Um Embraer E-170 da companhia americana Envoy Air quase colidiu com o Marine One, helicóptero que transportava o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 4 de agosto, perto do Aeroporto Ronald Reagan, em Washington. As aeronaves chegaram a 0,82 milha náutica de distância na horizontal.
O NTSB (Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA) classificou o caso como perda de separação. Não houve feridos, e as duas aeronaves seguiram a operação normal depois do incidente.
A distância vertical entre elas foi de 700 pés, abaixo dos 500 pés mínimos exigidos pela FAA (Administração Federal de Aviação) para a região. A separação horizontal também ficou abaixo da 1,5 milha regulamentar.
Por que o Cenipa foi chamado
O relatório preliminar do NTSB, de 7 páginas, foi divulgado em 27 de agosto.
Segundo as regras da ICAO (Organização da Aviação Civil Internacional), o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) foi informado como representante do Estado de projeto da aeronave, já que o E-170 é fabricado pela Embraer.
De acordo com o NTSB, a tripulação do Marine One tentou contato com a torre de controle pelo menos duas vezes antes da decolagem, como exige o protocolo que prevê aviso com três minutos de antecedência.
A primeira tentativa não foi recebida pela torre, e a segunda apresentou falhas e ficou ininteligível. Controladores já haviam alertado a tripulação sobre esses problemas de comunicação na semana anterior ao incidente.
A causa técnica identificada foi a falta de cobertura de linha de visada entre o ponto de transmissão de rádio e a área conhecida como The Ellipse, onde o Marine One operava temporariamente por causa de obras de reforma na Casa Branca.
A FAA confirmou que reposicionou a antena de rádio, movendo-a para o topo da torre de controle do Aeroporto Reagan, e revisou os procedimentos de aviso prévio. Um painel de revisão de segurança foi convocado para tratar do reforço do sinal.
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A agência afirmou que o presidente Trump nunca esteve em perigo durante o episódio.
O que acontece agora
O NTSB deve produzir um relatório final com a causa definitiva do incidente, ainda sem data prevista. O Cenipa acompanha a apuração como representante brasileiro, mas não tem poder de decisão sobre o resultado, que cabe à autoridade americana.
A Embraer, fabricante do modelo envolvido, teve receita recorde de R$ 11,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, impulsionada pela procura por jatos regionais como o E-170.


























