Bancários de todo o país fizeram uma paralisação nacional de 24 horas nesta quinta-feira (20). A categoria rejeitou a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pede reposição integral da inflação mais 5% de aumento real. O atendimento presencial foi afetado; serviços digitais, como Pix e transferências, continuaram funcionando.

As assembleias que aprovaram a paralisação aconteceram na segunda-feira (17), com 97% dos votos favoráveis em nível nacional. Em São Paulo, Osasco e região, a aprovação chegou a 97,66%. No Rio de Janeiro, 1.709 bancários votaram a favor contra apenas 32.

A categoria também aprovou a paralisação em Brasília, com 95% dos votos em assembleia virtual, além de Minas Gerais e Bahia, em assembleias presenciais realizadas na mesma semana.

Em Curitiba, a paralisação atingiu 91 agências, seis centros administrativos e dez plataformas de atendimento. Em Belo Horizonte, mais de 120 agências pararam.

O que os bancários pedem

A categoria pede reposição integral da inflação pelo INPC, mais 5% de aumento real para salários e demais verbas. As reivindicações incluem também reajuste do piso salarial e melhoria na participação nos lucros e resultados (PLR).

As reivindicações incluem ainda o fim do fechamento de agências. O sindicato contabiliza 941 unidades encerradas em 2024. A categoria também cobra novas contratações e o fim de metas consideradas abusivas.

A paralisação veio depois da 8ª rodada de negociação, na terça-feira (18). A Fenaban recuou da proposta de reajustar salários por faixas e de congelar o piso de contratação, mas não apresentou um índice de reajuste.

A proposta anterior da Fenaban havia sido rejeitada por mais de 95% da categoria.

Em nota, a Fenaban diz que segue aberta à negociação. A federação propõe distribuir de 5% a 15% do lucro líquido dos bancos como participação nos lucros e resultados, mais uma parcela adicional de 2,2% do lucro de cada instituição.

Uma nova rodada de negociação entre sindicatos e Fenaban está marcada para a próxima segunda-feira (24). Se não houver acordo, a categoria ameaça transformar a paralisação em greve por tempo indeterminado a partir da mesma data.