Minas Gerais recebeu 1.810 pedidos de registro de candidatura para as eleições de 2026, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG). O número é 28% menor que os 2.500 registros do estado em 2022, para as vagas de governador, vice, senador, deputado federal e deputado estadual.
A distribuição por cargo é: 11 candidatos a governador, 11 a vice-governador, 17 a senador, 749 a deputado federal e 988 a deputado estadual.
Com 1.810 registros, Minas é o segundo estado com mais candidatos do país, atrás de São Paulo, que lidera com 2.537 pedidos.
Segundo o TRE-MG, "o Tribunal deve verificar se cada candidato cumpre os requisitos para concorrer e se há alguma situação de inelegibilidade". Os julgamentos devem terminar até 14 de setembro.
Uma queda que se repete em todo o país
A retração acompanha uma tendência nacional. Em 2022, Minas já havia registrado 5,1% mais candidaturas que em 2018, quando houve 2.374 pedidos. A curva se inverteu neste ciclo.
Entre os candidatos que já tinham dados no sistema em 2022, 67,75% eram homens e 32,25%, mulheres. O recorte de gênero de 2026 ainda está em apuração pelo TRE-MG.
A única mulher na disputa pelo governo
Dos 11 candidatos ao governo de Minas em 2026, apenas uma é mulher. Indira Xavier, da Unidade Popular (UP), também é a única mulher negra na disputa.
Xavier tem 41 anos, nasceu em Maceió (AL) em 1984 e trabalha como auxiliar de escritório. É filiada à UP desde 2019 e atua como ativista do movimento de moradia.
Essa é a terceira vez que ela concorre a um cargo executivo em Minas. Em 2022, disputou o governo do estado, vencido por Romeu Zema no 1º turno. Em 2024, foi candidata a prefeita de Belo Horizonte, eleição vencida por Fuad Noman.
Na chapa de 2026, o vice de Xavier é Renato Campos Amaral. A campanha tem como bandeiras a política habitacional, os direitos das mulheres e o combate à violência de gênero.
O que uma corrida com uma mulher em onze nomes revela
Minas Gerais nunca elegeu uma governadora. Com dez homens e uma mulher entre os candidatos de 2026, a proporção segue distante da paridade que partidos são obrigados a cumprir só nas candidaturas proporcionais, como as de deputado.
Fica a pergunta sobre o que explica essa disparidade também na disputa majoritária, onde a lei não impõe cota de gênero às siglas.


























