Uma pesquisa qualitativa encomendada pela campanha de Lula (PT) mostra que o presidente foi mais bem avaliado que Flávio Bolsonaro (PL) no debate de domingo (18), mas os eleitores indecisos ouvidos continuam sem definir o voto no 2º turno, segundo o levantamento.

O estudo ouviu 5 grupos focais, formados por eleitores que votaram em Lula em 2022 mas não o escolheram no 1º turno de 2026. Lula foi descrito como mais "presidencial" e com domínio dos temas discutidos.

Os participantes elogiaram as falas de Lula sobre custo de vida, SUS, fim da escala 6x1 e oposição a privatizações. O pedido para que Flávio abrisse o sigilo bancário foi citado como um dos pontos altos do presidente.

Mas o mesmo relatório também fez críticas a Lula. As referências dele aos povos indígenas, a expressão "carioca malandro" e a frase de que "o Brasil vai acabar" foram apontadas como pontos negativos.

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Flávio foi descrito como "despreparado", com momentos "agressivos" e "infantis", e chegou a ser chamado de "pirracento". Os participantes também disseram que as falas dele pareciam "ensaiadas, mas com pouco conteúdo".

Esse resultado significa que Flávio perdeu o debate?

Não, segundo a própria campanha dele. Aliados de Flávio comemoraram o desempenho do senador com um jantar no domingo (18) e avaliam que ele manteve a postura moderada treinada pela equipe e conseguiu irritar Lula.

As duas campanhas dizem ter saído na frente do mesmo debate.

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O próprio Flávio avaliou a própria participação como positiva e disse ter rebatido "mentiras" do adversário. Ele chegou ao debate acompanhado do governador Tarcísio de Freitas e do deputado Nikolas Ferreira.

O debate pode mudar o resultado do 2º turno?

Especialistas já duvidavam disso antes mesmo do debate. Analistas ouvidos na véspera do confronto avaliaram que debates têm pouco efeito sobre o resultado final, e a pesquisa interna do PT parece confirmar essa visão.

O 2º turno da eleição presidencial acontece em 25 de outubro.