Lula (PT) cobrou a gestão da pandemia de Covid-19 no governo de Jair Bolsonaro durante o debate deste domingo (18), citando 716 mil mortos pelo vírus. Flávio Bolsonaro (PL) reconheceu falhas, mas citou uma "pandemia de assassinatos" sob o PT.

"Temos 716 mil pessoas que morreram nesse país, quase metade poderia ter sido salva", disse Lula, cobrando a resposta do governo Bolsonaro à pandemia. O Brasil foi o segundo país do mundo em mortes pela Covid-19.

Flávio reconheceu que cabe um "mea-culpa" do governo do pai, por se tratar de uma pandemia e de algo novo. Mas revidou citando dados de violência no país.

"Durante os 20 anos de governo do PT, mais de 770 mil pessoas morreram assassinadas. Essa é uma pandemia que poderia ser evitada", disse Flávio.

A conta de Flávio sobre os "20 anos de PT" fecha?

Não exatamente. O PT governou o Brasil por 14 anos entre 2003 e 2016, com Lula e Dilma Rousseff, até o impeachment. Está no poder de novo desde 2023, no atual mandato de Lula.

Somados os dois períodos, são cerca de 18 anos de governo do partido, não 20, e não de forma ininterrupta.

A aritmética não fecha, mas o problema da violência é real e mensurável.

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Os homicídios no Brasil estão subindo ou caindo?

Estão caindo, segundo os dados mais recentes. O Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, o menor número da série histórica iniciada em 2014, queda de 7,4% ante 2023.

A disputa sobre a pandemia não é nova na campanha. Lula já havia chamado a desinformação sobre vacina de "crime", em crítica a Bolsonaro.

Flávio escolheu Claudio Lottenberg para ser seu futuro ministro da Saúde, caso seja eleito.