Mulheres com histórico pessoal ou familiar de câncer de mama podem ter indicação para o teste genético dos genes BRCA1 e BRCA2, ligados à predisposição hereditária à doença. O exame passa a ser gratuito pelo SUS a partir de 9 de novembro.
O sequenciamento já é amplamente oferecido pela rede privada, onde custa de R$ 1.000 a R$ 3.000. Em maio deste ano, uma portaria do governo federal determinou que o SUS passasse a oferecer o exame de graça, com prazo até 9 de novembro.
Quem tem indicação para fazer o teste?
Tem indicação quem teve câncer de mama antes dos 35 anos, do tipo triplo-negativo ou nas duas mamas. A avaliação é da geneticista Anna Claudia Santos, do Núcleo de Aconselhamento Genético do Inca.
- Câncer de mama e de ovário na mesma pessoa
- Câncer de mama em homens
- Vários casos de câncer de mama, ovário, pâncreas ou próstata na mesma família
- Diagnóstico antes dos 50 anos ou parente com alteração genética já conhecida, segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia (SBOC)
A SBOC diz ainda que a avaliação genética pode ser indicada para muitas mulheres já diagnosticadas, mesmo sem histórico familiar expressivo: o resultado ajuda a orientar o tratamento e a prevenir novos tumores.
"Se eu testo alguém que tem histórico de câncer na família e não teve câncer, essa pessoa pode ser alguém da família que não herdou alteração genética, mas na família teve alteração genética", explica Alessandra Borba, coordenadora de Oncogenética da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
Por onde começar a testagem na família?
Segundo Borba, a testagem numa família com histórico da doença deve começar pelas mulheres que têm ou tiveram câncer de mama. Só depois faz sentido testar quem nunca foi diagnosticado.
O histórico a considerar precisa incluir as famílias materna e paterna, já que a predisposição genética pode vir de qualquer um dos lados. BRCA1 e BRCA2 são os genes mais conhecidos, mas não os únicos ligados ao risco: a análise às vezes precisa ser ampliada.
Publicidade
É o tipo de avaliação que poderia ter identificado antes um caso como o de uma mulher que, diagnosticada com um nódulo tratado inicialmente como hormonal, descobriu depois um câncer de mama agressivo.
Quem já está em tratamento também tem opções: a Anvisa aprovou neste ano um remédio oral que reduz o avanço da doença em 56%.
O acesso pelo SUS já avança em algumas cidades: em outubro, um hospital de Divinópolis (MG) ampliou a oferta de exames de mama pela rede pública.





























