O banco regional francês Crédit Mutuel Arkéa informou na quarta-feira (4 de novembro) que foi alvo de um ataque hacker estimado em cerca de 100 milhões de euros (R$ 615 milhões). O banco diz que as contas dos clientes não foram afetadas.

Segundo o Arkéa, os hackers acessaram a própria conta do banco para fazer transferências a outras instituições financeiras. O valor subtraído foi convertido em criptomoedas por meio de plataformas especializadas.

Prateleiras vazias em supermercado europeu, foto de contexto de outro ataque cibernético recente na Europa
Foto de arquivo de outro ataque cibernético que atingiu supermercados europeus nesta semana Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

O banco classificou o episódio como um "ataque sofisticado procedente do exterior" e afirmou que ele já foi controlado.

O Ministério Público de Paris abriu uma investigação formal depois de receber a denúncia do banco. A apuração foca em um suposto ataque contra um sistema automatizado de processamento de dados, atribuído a uma organização criminosa.

Como o ataque veio à tona

A fraude foi revelada no começo da semana pelo analista independente ZachXBT, que rastreia fundos na blockchain, a tecnologia que sustenta as transações com criptomoedas. Ele atua de forma anônima.

O jornal francês Le Télégramme divulgou um prejuízo de 133 milhões de dólares. O Arkéa não confirmou a cifra exata, mas indicou que ela reflete a magnitude dos recursos comprometidos.

O ataque ocorreu menos de uma semana depois de a Binance ser alvo de um golpe semelhante, de US$ 6,3 bilhões.

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Casos de fraude bancária com uso de inteligência artificial também cresceram em outras partes do mundo, como mostrou a investigação da Coreia do Sul sobre ataques a 7 bancos.

O que acontece agora

A investigação do Ministério Público de Paris segue em curso, e o Arkéa afirma que o valor comprometido não ameaça a saúde financeira do grupo.

O episódio reforça um padrão recente de ataques a infraestrutura europeia: na mesma semana, hackers miraram sistemas de refrigeração usados por supermercados em outros países do continente.