Os corpos do tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, da tenente Alice dos Santos Almeida e da tenente Gabriela Emília Soares Resende, mortos na queda de um avião da Polícia Militar no Vale do Aço, são velados neste domingo (11) em Belo Horizonte, das 11h às 14h.

O velório acontece na Academia de Polícia Militar. As vítimas, cujos corpos foram liberados pelo Instituto Médico-Legal no sábado (10), morreram na sexta-feira (9), quando a aeronave caiu perto do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. Ninguém sobreviveu.

O sepultamento é às 16h, no Cemitério Parque Bosque da Esperança.

O avião era um bimotor Beechcraft Super King Air 300, de prefixo PP-EJO, conhecido na corporação como Pégasus 17. A decolagem havia ocorrido no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte.

Segundo o g1, a aeronave era usada em missões operacionais e no transporte de órgãos para transplante. A tripulação fazia um voo de reavaliação no momento do acidente.

Luis Fernando Silvestre pilotava a aeronave. O tenente-coronel tinha mais de cinco mil horas de voo na corporação.

Publicidade

O governo de Minas Gerais decretou luto oficial de três dias em homenagem às vítimas. O governador Mateus Simões (PSD), o governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o presidente Lula (PT) lamentaram as mortes das três policiais.

No sábado (10) à tarde, a Polícia Militar fez uma homenagem com um "sirenaço" nas proximidades do Aeroporto da Pampulha.

O que diz a investigação

Segundo a Polícia Militar, não há indicação inicial de falha de manutenção, documentação ou habilitação da tripulação. A corporação informou que a aeronave estava com a manutenção em dia e que os pilotos estavam habilitados para a atividade.

A causa da queda segue sob apuração do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

O acidente com o avião da PM foi a segunda queda de avião registrada em Minas Gerais na mesma sexta-feira (9).

Horas antes, um avião monomotor que havia decolado do Aeroporto da Pampulha rumo a Juatuba caiu no pátio de manutenção do metrô de BH, na Avenida Cristiano Machado, e matou o piloto, único ocupante da aeronave.

O Corpo de Bombeiros mobilizou seis viaturas para o local. A torre de controle da NAV Brasil perdeu contato visual com o avião antes de avistar fumaça negra na área de decolagem.

Belo Horizonte já somava seis quedas de avião em dez anos antes dos dois acidentes desta semana, três delas partindo do mesmo Aeroporto da Pampulha, aponta levantamento da TV Sim Brasil sobre o histórico recente de acidentes aéreos na capital mineira.