Um exame de sangue com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a ser oferecido no Brasil a partir de 15 de outubro, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS). O teste custa cerca de R$ 3 mil na rede privada.
O exame mede os níveis da proteína p-tau217, associada ao acúmulo de placas de beta-amiloide no cérebro, uma das marcas biológicas do Alzheimer. Ele pode dispensar, em boa parte dos casos, a punção lombar ou o exame de imagem (PET).
"A sensibilidade e a especificidade do exame passam de 90%", afirma Eduardo Zimmer, head de pesquisa da Unidade de Neurociência do Hospital Moinhos de Vento.
Quem pode fazer o exame
O teste é destinado exclusivamente a pessoas que já têm sintomas e suspeita clínica de Alzheimer. Ele não serve para rastrear a doença em quem ainda não apresenta sinais, mesmo com histórico familiar.
O Ministério da Saúde estima que o Alzheimer afeta 1,2 milhão de pessoas no Brasil. Um exame parecido já vinha sendo testado em pesquisas desde julho, mas sem registro comercial.
Nem todo esquecimento é sinal de Alzheimer, mas perda de memória recente, dificuldade para tarefas do dia a dia e mudanças de humor são sintomas que justificam procurar um médico.
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Pesquisas anteriores já alertavam para a necessidade de cautela com esse tipo de teste: um resultado alterado não significa diagnóstico fechado nem prevê quando a doença vai aparecer.
O que acontece agora
O Ministério da Saúde informou que não houve pedido de avaliação do exame pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e que não há data prevista para o teste chegar à rede pública.
O ponto em aberto
O exame já está disponível a quem pode pagar R$ 3 mil, mas ainda não há sequer um pedido de avaliação para entrar no SUS. A distância entre o acesso privado e o público, aqui, começa antes mesmo da fila: começa no pedido que falta.





























