O dólar fechou em alta de 1,17% nesta quinta-feira (15/10), a R$ 5,08, maior valor desde o início de outubro. Mesmo com a alta recente, o real segue como uma das moedas que mais valorizaram no mundo em 2026, com alta de 10,19% no ano.

A valorização do real em 2026 é a terceira maior desde 2010, atrás apenas de 2016 (19,81%) e 2025 (12,54%), segundo levantamento da consultoria Elos Ayta com base na taxa oficial do Banco Central (PTAX).

No início do ano, o dólar valia R$ 5,42.

Por que o dólar subiu nesta semana?

O dólar sobe porque o mercado passou a esperar que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, suba os juros americanos de novo. Juro mais alto nos EUA atrai capital para lá e enfraquece moedas emergentes como o real.

No Brasil, o mercado opera com cautela por causa do 2º turno das eleições, marcado para 25 de outubro. O resultado do 1º turno já tinha derrubado a cotação. O dólar caiu abaixo de R$ 5 no pregão seguinte à votação.

Quem ganha e quem perde com o real mais forte?

Quem importa ganha com o real mais forte. Máquinas, componentes eletrônicos, remédios e combustíveis comprados em dólar ficam mais baratos em reais, o que ajuda a conter a inflação, sobretudo em eletrônicos e insumos industriais.

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Quem exporta perde competitividade. O agronegócio e a indústria recebem menos reais por cada dólar vendido lá fora, o que reduz a margem de quem vende ao exterior. As vendas do agro aos Estados Unidos já caíram no semestre, mesmo com faturamento recorde.

O mesmo real que barateia a importação também aperta a margem de quem vive de vender ao exterior.

O que pode mover o dólar até o fim do mês

Bancos projetavam o dólar entre R$ 4,90 e R$ 5,80 depois da eleição, dependendo do resultado das urnas. É uma faixa ampla, que mostra o quanto a cotação ainda pode se mover até o 2º turno, em 25 de outubro.